O texto que segue foi colhido em um post no Facebook.
Sempre admirei os felinos, por sua incrível capacidade interior.
Espero que aprecie.
Me trouxe à memória o filme "A Marca da Pantera", de 1982, que vale assistir.
Sugiro que leia e busque reler e trabalhar suas sensações e associações interiores.
E que possa, com isso, ampliar seu "Ser Consciência".
E encontrar-se com sua maior essência, hoje e sempre, syn!
O Gato e a Espiritualidade
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato.
Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do ser humano com o (próprio) mistério.
O gato não se relaciona com a aparência do ser humano.
Ele vê além, por dentro e pelo avesso.
Relaciona-se com a essência.
Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.
A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver.
Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O ser humano não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o ser humano.
Se há desarmonia real ou latente, o gato sente.
Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós.
Nada diz, não reclama. Afasta-se.
Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali.
Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo.
Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós.
Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores.
O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo.
É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.
O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.
Desatentos não agradam os gatos. Orgulhosos os irritam.
Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação.
Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.
Essa é a Bolacha, a gata da minha amada amiga
Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata.
Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
Lição de saúde sexual e sensualidade.
Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.
Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal.
Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular.
Lição de salto.
Lição de silêncio.
Lição de descanso.
Lição de introversão.
Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.
Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte.
Lição de bom gosto e senso de oportunidade.
Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do ser humano.
O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa.
Normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia.
Caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.
Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele. O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta.
No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata.
Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia.
Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos.
Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.
"O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."
Fonte:
The Mythology Of Cats, Gerald; Loretta Hausman
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Fazia a lição de casa na sua sala, que era enorme, cheia de mesas e estantes recheadas de livros infantis.
Depois, pegava um daqueles carrinhos de carregar livros (lembro que o meu predileto era um todo de madeira marrom escura, com rodas de madeira e pneus de borracha marrom, na mesma cor) e saia pelos corredores brincando de motorista.
Era pesado, porém o que melhor dirigibilidade possuía, pois permitia entrar de lado nos corredores... rsss.
Podia pegar os livros que quisesse.
E entre outros, que tanto folheei, sempre me despertava a curiosidade sobre o tema sereias.
Curtia a estória de Peter Pan na Terra do Nunca e seu encontro com as sereias...
Elas me despertavam instintos diversos... afinal elas eram metade mulher e metade peixe.
E nos quadrinhos sempre apareciam desenhadas muito belas, muito femininas, encantadoras.
Imaginava namorar uma sereia.... como seria beijá-la?
Como seria viver junto?
Será que ela come o que eu como?
Os anos passaram, casei com uma mulher (não uma sereia!) e fui presenteado pelo Mestre Divino com um lindo casal de filhos, nos idos de 1990.
O tempo/espaço se move e vai daí, entra o desenho animado da Disney, A Pequena Sereia, que meus filhos adoravam assistir, tanto que chegamos a comprar a fita, para juntos, apreciarmos suas aventuras subaquáticas entre pipocas e refrigerantes, repetidas vezes.
E cá estou, em pleno século XXI.
Alguns dias atrás, em conversas sobre temas diversos com meu amado irmão caçula, ele me contou que um amigo dele comentou que foram descobertas sereias... de verdade!
Logo me veio na memória o passado.
E uma curiosidade imensa de verificar se isso é possível.
Fui em busca de informações usando o ECOSIA (já usa? é um buscador de Internet, similar ao Google Search, porém, cada vez que você faz uma busca, ele planta uma árvore.... #recomendo) e para minha surpresa encontrei filmes e imagens que ainda mexem a fundo dentro de mim, com essa possível presença tão cantada pelos navegantes e piratas há muitos séculos.
Compartilho o que encontrei:
_ Numa das filmagens, feitas de um veículo submarino, de repente aparece uma mão humana com escamas e na sequencia um rosto.
_ Aqui, uma sereia filmada e até uma imagem em paralelo comparando com uma mulher vestida de sereia, para dizer que os joelhos não existem na real e um cadáver de sereia encontrado após um furacão, em 2008.
_ Noutra, um cadáver de sereia, encontrada em Manaus/AM.
_ Imagens feitas a 70 milhas náuticas, Austrália. O mergulhador escreve que a sensação de estar junto com as baleias e a sereia foi a melhor que já sentiu em sua vida.
_ Aqui, pelo Animal Planet, um programa que gerou polêmica em 2012, mostra dois guarda-costas em uma lancha e a passagem da sereia. Entrevistas e mais filmagens de sereias.
_ Aqui, filme com algumas dessas imagens onde o autor afirma que todas são falsas.
Nesse navegar atrás das sereias, um fato presente e preocupante me chamou a atenção: um projeto norte-americano, que nesse momento, enquanto você lê esse post, está a todo vapor pela marinha, usa um super sonar nos oceanos, para... efeito de "pesquisas"....
Neste website o autor (que assina como sonarmorons) explica os efeitos desastrosos de sua aplicação.
Vale a leitura!
Isso me despertou para um fato que está a ocorrer, que tudo leva a crer é devido a seu uso: a morte de baleias e golfinhos aos milhares, que aturdidos pelo som desse possante sonar (entre outras, utilizado para sondar petróleo no fundo dos oceanos) partem para as praias e acabam morrendo.
Se isso provoca a loucura nesses animais marinhos, com certeza também afeta os demais e entre eles.... as sereias!
Fiquei irado!
Tanto como esses animais, que estão aturdidos, passei a procurar quem está contra, óbvio!
Encontrei e assinei uma petição on-line e sugiro que faça o mesmo (clique):
1. Nós Seres Humanos estamos em franca destruição da nossa morada.
2. Equipamentos de alta tecnologia, como esse SONAR, estão agora invadindo um mundo dentro de nosso planeta, no qual ainda pouco sabemos.
3. Continuamos a ser umas bestas, ao supor que testes dessa magnitude (assim como os testes nucleares e de laboratórios genéticos) e coisas similares vão nos manter como "donos do poder" e "salvadores do planeta".
4. Que, agora mais que ontem, precisamos ficar unidos e bem alertas, se queremos deixar algo para nossos descendentes amanhã. Portanto, combater ações similares é uma realidade e das mais URGENTES!
5. Com certeza, as sereias que você eu vimos nos links não são belas nem encantadoras, porém, ENTENDA DE UMA VEZ, não estamos sós nesse planeta. Syn! existe vida e muita tanto nos oceanos e mares e afins quanto mais abaixo, lá dentro de Gaia.
6. será preciso quebrar e se libertar de todos os paradigmas e falsidades de mídias e afins, que nos "vendem" sugestões e ideias e passar a trabalharmos fortemente nossos sentidos e instintos, para criarmos as conexões com todos os seres que aqui habitam, caso queiramos deixar uma herança digna àqueles que no futuro aqui habitarão.
Eu acredito em sereias.... e elas estão a nos contatar, por uma questão de Vida ou Morte.... de todos que aqui estão, incluído eu e você.
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E agora, que estou com 55.7 anos de renascido aqui, isso fica a cada dia mais
forte, mais presente, mais sensacional.
Eis
um exemplo: estou a passar por um ciclo anual profissional extremamente
delicado.
Esse
ciclo já se repete por pelo menos 10 anos, principalmente quando decidi
desenvolver meu próprio ganha-pão, por meio de meu trabalho direto.
Ele
atinge uma curva ascendente durante o segundo semestre e uma curva descendente
no primeiro semestre.
Agora
que, finalmente, me dei conta por completo dessa ciclicidade, começo a reverter e resolver isso e
pretendo que seja de forma definitiva, para os próximos 55 anos ;-)
E sinto que assim será.
E alguns sinais já se fazem presente.
Eis
que, em pleno domingo desse janeiro, com um verão à mil e bastante calor,
enquanto investia meu valioso e merecido tempo em um "webrole"
(passeio pela Internet), ao curtir e apreciar as redes sociais me detive numa mensagem
de uma pessoa que admiro e que desenvolve um trabalho bem similar ao meu.
Agradeci pelo seu post, pois veio em excelente momento... isso é
sincronicidade!
Lá
estava um título instigante, ao qual não resisti e fui até o blog indicado para
apreciar.
É uma fabulosa leitura de Deus.
Tão
fabulosa que estou a ler e reler, para absorver e sensibilizar-me.
E aqui, compartilho, para que você possa, também, realizar esse necessário
exercício de conscientização.
O texto foi escrito por Baruch Spinoza (24/11/1632 a 21/02/1677).
Ele
escreveu isso há mais de 337 anos!!!
Respire
fundo três vezes... esteja confortavelmente sentado...
Boa
leitura!
Einstein,
quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu:
“Acredito
no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que
existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.
“Pára
de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo
mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que
desfrutes de tudo o que eu fiz para ti.
Pára
de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que
acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos
rios, nos lagos, nas praias. Aí, é onde eu vivo e aí, expresso meu amor por ti.
Pára
de me culpar por tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau em ti ou
que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um
presente que eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua
alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára
de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não
podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos
de teu filhinho…, não me encontrarás em nenhum livro!
Confia
em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Pára de
ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te
incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há
nada a perdoar.
Se
eu te fiz, eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,
de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se
respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se
eu sou quem te fez?
Crês
que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se
comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece
qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te
manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita
teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é
que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta
vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio,
nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é a única coisa que há aqui e agora,
e a única que precisas.
Eu
te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem
virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente
livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não
te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse, como se esta fosse tua única oportunidade de
aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado a
oportunidade que te dei.
E
se houver, tem certeza que eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste?… O
que aprendeste?…
Pára
de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites
em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua
amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando
tomas banho no mar.
Pára
de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que eu seja? Me aborrece
que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando
de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes especial,
apreciado?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára
de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está
cheio de maravilhas.
Para
que precisas de mais milagres?
Para
que tantas explicações?
Não
me procures fora!
Não
me acharás.
Procura-me
dentro… Aí é que estou, batendo dentro de ti.
(Baruch
Spinoza.)
Em
sua homenagem, foi feito um busto, que se encontra em Haia, Holanda e onde, em
1882, foi dito:
"Maldição
sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como
todas as almas vulgares são punidas — pela sua própria vulgaridade e pela
incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de
granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e
por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi
quem teve a mais profunda visão de Deus"
O retrato de
Spinoza foi impresso nas antigas notas de 1000 florins dos Países
Baixos, até a introdução do euro, em 2002. Então... agora o que posso lhe dizer é: - Siga
em Paz!
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Ao ler o artigo abaixo, parei por alguns minutos para refletir.
Me lembrei quando fiz Yoga, lá pelos idos de 1975.
E como gostava das aulas, das posturas e dos exercícios de meditação e respiração.
Não perdia por nada desse mundo.
Hoje, passados mais de 38 anos, confesso que surge uma mistura entre ofoi bom parar e o deveria ter feito mais.
Explico:
Naquele momento de minha vida, em fase adolescente, com todos os hormônios explodindo e muito afins de fazer tudo e não me mexer pra nada (conflitos naturais da idade) a Yoga trouxe vários e saudáveis benefícios, que carrego até hoje, mas também um malefício (bem particular) que foi me tornar alienado ou imune ao meio ambiente que vivia, à dura e árdua realidade... e isso só compreendi totalmente faz alguns anos, ainda bem!
Atualmente, busco compensar essa particular e perigosa desconexão com a realidade, enfrentando-a com cara, coragem, determinação e principalmente, consciência positiva e alerta.
Vai daí, que entre os novos caminhos que estou a estudar e desenvolver, sempre com foco no Ser Humano e sua sinergética relação com o Ser Ambiente (pois aqui e agora estamos) o artigo que você vai ler abaixo mostra que a Sabedoria Milenar mais uma vez se faz mestre junto à Ciência, com foco em outro tema que me apaixona: a Neurociência.
O artigo foi traduzido e resumido, para indicar os pontos que entendo serem de poderoso benefício para nós, Seres Humanos e portanto compostos de Corpo_Mente_Alma.
Boa leitura e muita vibração SYN! para você, hoje e sempre, de coração.
"Nós respiramos sem buscar um segundo pensamento e tornar esta função
corporal particular uma garantia de vida.
No entanto, os cientistas estão agora a dizer que dar a cada respiração
um pensamento realmente pode levar-nos a um lugar de profunda e duradoura
felicidade e saúde.
De acordo com a neurociência, o ato de respirar conscientemente nos traz
excelentes vibrações:
_ Abre o caminho para a melhora da imunidade
_ Inibe a resposta de luta ou fuga ao stress
_ Induz um estado de relaxamento
_ Cria estabilidade emocional
_ Produz uma melhora cardiovascular e respiratória
_ Antídoto perfeito para a depressão
_ Ajuda na gestão de medicamentos livrando-nos de dor.
Esta lista de efeitos não é de forma abrangente, é apenas a ponta do
iceberg.
Pranayama:
o que é e como funciona?
Pranayama é uma técnica de Yoga que coloca os controles para respirar de
volta em suas próprias mãos.
Literalmente, a palavra significa "EXTENSÃO DA FORÇA DA VIDA",
e na prática você se envolve com as nuances da respiração.
Esta técnica de Yoga especial e antigo muda a luz em nossos espaços
escuros - os lugares em seu corpo-mente que você não ousaria visitar.
O Pranayama trabalha no campo do sistema nervoso para melhorar muito a
mecânica do mesmo, pois ele influencia o que a gente sempre entendia que era
além do domínio de influência.
Pranayama
tonifica o nervo vago e gerencia a ansiedade.
A respiração consciente estimula o sistema nervoso parassimpático
através do nervo vago, que vai da base do cérebro, por todo o caminho até o
abdômen.
Ele é responsável por gerenciar as respostas do sistema nervoso e reduz
a frequência cardíaca, entre outras.
O neurotransmissor acetilcolina é liberada pelo nervo vago e desempenha
um papel fundamental no aumento da calma e foco.
Portanto, quanto mais você estimula o nervo vago, mais acetilcolina
libera, reduzindo diretamente os níveis de ansiedade.
Adultos que apresentam níveis mais elevados de tônus vagal também experimentam sentimentos elevados de
conexão e emoções positivas, e este aumento amplifica ainda mais o tônus vagal.
Pranayama
controla a hipertensão e reduz a frequência cardíaca.
A prática constante da respiração consciente pode reduzir a pressão
sanguínea e acalmar o coração.
Este, por sua vez, dizem os cientistas, aumenta a vida útil dos vasos
sanguíneos.
A prática regular e de longo prazo de Pranayama pode ajudar na prevenção de doenças do sistema
nervoso:
_ AVC _ acidente vascular cerebral
_ Dor de cabeça
_ Enxaqueca
_ Mal de Parkinson
Outra vantagem notável de Pranayama é que breca as células cinzentas de
diminuir com a idade.
Ou seja, a sua capacidade de executar no seu melhor permanece
relativamente intacta à medida que envelhecem e sua memória e foco também não
sejam prejudicados no processo.
Uma interessante constatação científica sobre os benefícios do Pranayama é que a
expressão de genes envolvidos na resposta ao estresse pode ser alterada de uma
forma que pode, potencialmente, diminuir a reatividade do corpo-mente ao
estresse.
Isto irá automaticamente melhorar a função imunológica, atividade
metabólica e secreção de insulina.
Pranayama é um grande exemplo de como a matéria pode ser influenciada
através do ato sutil de percepção ou observação objetiva.
Toda a sua biologia pode ser influenciada por simplesmente tornar-se
consciente da sua respiração e, em seguida,
manipulá-lo, a fim de mover os controles do cérebro primitivo para o córtex
pré-frontal - um efeito direto de infundir o fôlego com sua atenção consciente.
Por exemplo, as emoções estão sob a autoridade jurisdicional do córtex
pré-frontal, como fazem muitos outros aspectos mentais e emocionais do ser.
Portanto, quando você alterar a sua consciência em torno de sua
respiração, sua consciência é provocada para alterar o seu corpo-mente para
melhor.
Autor: Nanditha
Prasad Ram é um consumidor e da saúde jornalista e terapeuta holístico
praticando cuja missão é informar, educar, capacitar e transformar.
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Quando a humildade e a grandeza passam a nos orientar de dentro para fora, o imponderável e o impensável passam a acontecer...
E vai tomando forma, transmutando as fronteiras de nossos Corpos e irradia como um nascer de um novo dia, onde a escuridão e a luz disputam o espaço tempo e sabemos que a luz vencera, apesar da batalha que nesse momento acontece.
Isso esta abaixo representado na forma de uma mensagem, que precisamos ler, reler, parar... pensar.... reler e absorver, para que nossos próximos passos sejam orientados por essa reluzente e sincera solicitação:
ONU setembro de 2013 Pepe Mujica Presidente do Uruguai "Amigos, sou do sul, venho do sul. Esquina do Atlântico e do
Prata, meu país é uma planície suave, temperada, uma história de portos,
couros, charque, lãs e carne. Houve décadas púrpuras, de lanças e cavalos, até
que, por fim, no arrancar do século 20, passou a ser vanguarda no social, no
Estado, no Ensino. Diria que a social-democracia foi inventada no Uruguai.
Durante quase 50 anos, o mundo
nos viu como uma espécie de Suíça. Na realidade, na economia, fomos bastardos
do império britânico e, quando ele sucumbiu, vivemos o amargo mel do fim de
intercâmbios funestos, e ficamos estancados, sentindo falta do passado.
Quase 50 anos recordando o
Maracanã, nossa façanha esportiva. Hoje, ressurgimos no mundo globalizado,
talvez aprendendo de nossa dor. Minha história pessoal, a de um rapaz — por
que, uma vez, fui um rapaz — que, como outros, quis mudar seu tempo, seu mundo,
o sonho de uma sociedade libertária e sem classes. Meus erros são, em parte,
filhos de meu tempo. Obviamente, os assumo, mas há vezes que medito com
nostalgia.
Quem tivera a força de quando
éramos capazes de abrigar tanta utopia! No entanto, não olho para trás, porque
o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para
cobrar contas ou para reverberar memórias.
Me angustia, e como, o amanhã
que não verei, e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma
humanidade melhor, mas talvez, hoje, a primeira tarefa seja cuidar da
vida.
Mas sou do sul e venho do sul,
a esta Assembleia, carrego inequivocamente os milhões de compatriotas pobres,
nas cidades, nos desertos, nas selvas, nos pampas, nas depressões da América
Latina pátria de todos que está se formando.
Carrego as culturas originais
esmagadas, com os restos de colonialismo nas Malvinas, com bloqueios inúteis a
este jacaré sob o sol do Caribe que se chama Cuba. Carrego as consequências da
vigilância eletrônica, que não faz outra coisa que não despertar desconfiança.
Desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego uma gigantesca dívida
social, com a necessidade de defender a Amazônia, os mares, nossos grandes rios
na América.
Carrego o dever de lutar por
pátria para todos.
Para que a Colômbia possa
encontrar o caminho da paz, e carrego o dever de lutar por tolerância, a
tolerância é necessária para com aqueles que são diferentes, e com os que
temos diferenças e discrepâncias. Não se precisa de tolerância com
aqueles com quem estamos de acordo.
A tolerância é o fundamento de
poder conviver em paz, e entendendo que, no mundo, somos diferentes.
O combate à economia suja, ao
narcotráfico, ao roubo, à fraude e à corrupção, pragas contemporâneas,
procriadas por esse antivalor, esse que sustenta que somos felizes se
enriquecemos, seja como seja. Sacrificamos os velhos deuses imateriais.
Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política,
os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de
felicidade.
Parece que nascemos apenas para
consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza
e até autoexclusão.
O certo, hoje, é que, para
gastar e enterrar os detritos nisso que se chama pela ciência de poeira de
carbono, se aspirarmos nesta humanidade a consumir como um americano médio,
seriam imprescindíveis três planetas para poder viver.
Nossa
civilização montou um desafio mentiroso e, assim como vamos, não é possível
satisfazer esse sentido de esbanjamento que se deu à vida. Isso se massifica como uma cultura de nossa época, sempre
dirigida pela acumulação e pelo mercado.
Prometemos uma vida de
esbanjamento, e, no fundo, constitui uma conta regressiva contra a natureza,
contra a humanidade no futuro. Civilização contra a simplicidade, contra a
sobriedade, contra todos os ciclos naturais.
O pior: civilização contra a
liberdade que supõe ter tempo para viver as relações humanas, as únicas que
transcendem: o amor, a amizade, aventura, solidariedade, família.
Civilização contra tempo livre
que não é pago, que não se pode comprar, e que nos permite contemplar e
esquadrinhar o cenário da natureza.
Arrasamos a selva, as selvas
verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo
com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque
somos felizes longe da convivência humana.
Cabe se fazer esta pergunta,
ouvimos da biologia que defende a vida pela vida, como causa superior, e a
suplantamos com o consumismo funcional à acumulação.
A política, eterna mãe do
acontecer humano, ficou limitada à economia e ao mercado. De salto em salto, a
política não pode mais que se perpetuar, e, como tal, delegou o poder, e se
entretém, aturdida, lutando pelo governo. Debochada marcha de historieta
humana, comprando e vendendo tudo, e inovando para poder negociar de alguma
forma o que é inegociável. Há marketing para tudo, para os cemitérios, os
serviços fúnebres, as maternidades, para pais, para mães, passando pelas
secretárias, pelos automóveis e pelas férias. Tudo, tudo é negócio.
Todavia, as campanhas de
marketing caem deliberadamente sobre as crianças, e sua psicologia para influir
sobre os adultos e ter, assim, um território assegurado no futuro. Sobram
provas de essas tecnologias bastante abomináveis que, por vezes, conduzem a
frustrações e mais.
O homenzinho médio de nossas
grandes cidades perambula entre os bancos e o tédio rotineiro dos escritórios,
às vezes temperados com ar condicionado. Sempre sonha com as férias e com a
liberdade, sempre sonha com pagar as contas, até que, um dia, o coração para, e
adeus. Haverá outro soldado abocanhado pelas presas do mercado, assegurando a
acumulação. A crise é a impotência, a impotência da política, incapaz de
entender que a humanidade não escapa nem escapará do sentimento de nação.
Sentimento que está quase incrustado em nosso código genético.
Hoje é tempo de começar a
talhar para preparar um mundo sem fronteiras. A economia globalizada não tem
mais condução que o interesse privado, de muitos poucos, e cada Estado Nacional
mira sua estabilidade continuísta, e hoje a grande tarefa para nossos povos, em
minha humilde visão, é o todo.
Como se isto fosse pouco, o
capitalismo produtivo, francamente produtivo, está meio prisioneiro na caixa
dos grandes bancos. No fundo, são o vértice do poder mundial. Mais claro,
cremos que o mundo requer a gritos regras globais que respeitem os avanços da
ciência, que abunda. Mas não é a ciência que governa o mundo. Se precisa, por
exemplo, uma larga agenda de definições, quantas horas de trabalho e toda a
terra, como convergem as moedas, como se financia a luta global pela água e
contra os desertos.
Como se recicla e se pressiona
contra o aquecimento global. Quais são os limites de cada grande questão
humana. Seria imperioso conseguir consenso planetário para desatar a
solidariedade com os mais oprimidos, castigar impositivamente o esbanjamento e
a especulação. Mobilizar as grandes economias não para criar descartáveis com
obsolescência calculada, mas bens úteis, sem fidelidade, para ajudar a levantar
os pobres do mundo. Bens úteis contra a pobreza mundial. Mil vezes mais
rentável que fazer guerras. Virar um neo-keynesianismo útil, de escala
planetária, para abolir as vergonhas mais flagrantes deste mundo.
Talvez nosso mundo necessite
menos de organismos mundiais, desses que organizam fórums e conferências, que
servem muito às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e, no melhor dos
casos, não reúne ninguém e transforma em decisões…
Precisamos sim mascar muito o
velho e o eterno da vida humana junto da ciência, essa ciência que se empenha
pela humanidade não para enriquecer; com eles, com os homens de ciência da mão,
primeiros conselheiros da humanidade, estabelecer acordos para o mundo inteiro.
Nem os Estados nacionais grandes, nem as transnacionais e muito menos o sistema
financeiro deveriam governar o mundo humano.Sim, a alta política entrelaçada com a
sabedoria científica, ali está a fonte.Essa ciência que não apetece o lucro, mas que mira o por vir e nos
diz coisas que não escutamos. Quantos anos faz que nos disseram coisas que não
entendemos? Creio que se deve convocar a inteligência ao comando da nave acima
da terra, coisas assim e coisas que não posso desenvolver nos parecem
impossíveis, mas requeririam que o determinante fosse a vida, não a
acumulação.
Obviamente, não somos tão
iludidos, nada disso acontecerá, nem coisas parecidas. Nos restam muitos
sacrifícios inúteis daqui para diante, muitos remendos de consciência sem
enfrentar as causas. Hoje, o mundo é incapaz de criar regras planetárias para a
globalização e isso é pela enfraquecimento da alta política, isso que se ocupa
de todo. Por último, vamos assistir ao refúgio de acordos mais ou menos
“reclamáveis”, que vão plantear um comércio interno livre, mas que, no fundo,
terminarão construindo parapeitos protecionistas, supranacionais em algumas
regiões do planeta. A sua vez, crescerão ramos industriais importantes e
serviços, todos dedicados a salvar e a melhorar o meio ambiente. Assim vamos
nos consolar por um tempo, estaremos entretidos e, naturalmente, continuará a
parecer que a acumulação é boa, para a alegria do sistema financeiro.
Continuarão as guerras e,
portanto, os fanatismos, até que, talvez, a mesma natureza faça um chamado à
ordem e torne inviáveis nossas civilizações. Talvez nossa visão seja demasiado
crua, sem piedade, e vemos ao homem como uma criatura única, a única que há
acima da terra capaz de ir contra sua própria espécie.Volto a repetir, porque alguns chamam a
crise ecológica do planeta de consequência do triunfo avassalador da ambição
humana. Esse é nosso triunfo e também nossa derrota, porque temos impotência
política de nos enquadrarmos em uma nova época.E temos contribuído para sua construção sem nos dar conta.
Por que digo isto? São dados,
nada mais. O certo é que a população quadruplicou e o PIB cresceu pelo menos
vinte vezes no último século. Desde 1990, aproximadamente a cada seis anos o
comércio mundial duplica. Poderíamos seguir anotando dados que estabelecem a
marcha da globalização. O que está acontecendo conosco? Entramos em outra época
aceleradamente, mas com políticos, enfeites culturais, partidos e jovens, todos
velhos ante a pavorosa acumulação de mudanças que nem sequer podemos registrar.
Não podemos manejar a globalização porque nosso pensamento não é global. Não
sabemos se é uma limitação cultural ou se estamos chegando a nossos limites
biológicos.
Nossa época é portentosamente
revolucionária como não conheceu a história da humanidade. Mas não tem condução
consciente, ou ao menos condução simplesmente instintiva. Muito menos, todavia,
condução política organizada, porque nem se quer tivemos filosofia precursora
ante a velocidade das mudanças que se acumularam.
A cobiça, tão negativa e tão
motor da história, essa que impulsionou o progresso material técnico e
científico, que fez o que é nossa época e nosso tempo e um fenomenal avanço em
muitas frentes, paradoxalmente, essa mesma ferramenta, a cobiça que nos
impulsionou a domesticar a ciência e transformá-la em tecnologia nos precipita
a um abismo nebuloso. A uma história que não conhecemos, a uma época sem
história, e estamos ficando sem olhos nem inteligência coletiva para seguir
colonizando e para continuar nos transformando.
Porque
se há uma característica deste bichinho humano é a de que é um conquistador
antropológico.
Parece que as coisas tomam
autonomia e essas coisas subjugam os homens. De um lado a outro, sobram ativos
para vislumbrar tudo isso e para vislumbrar o rombo. Mas é impossível para nós
coletivizar decisões globais por esse todo. A cobiça individual triunfou
grandemente sobre a cobiça superior da espécie. Aclaremos: o que é “tudo”, essa
palavra simples, menos opinável e mais evidente? Em nosso Ocidente,
particularmente, porque daqui viemos, embora tenhamos vindo do sul, as
repúblicas que nasceram para afirmas que os homens são iguais, que ninguém é
mais que ninguém, que os governos deveriam representar o bem comum, a justiça e
a igualdade. Muitas vezes, as repúblicas se deformam e caem no esquecimento da
gente que anda pelas ruas, do povo comum.
Não foram as repúblicas criadas
para vegetar, mas ao contrário, para serem um grito na história, para fazer
funcionais as vidas dos próprios povos e, por tanto, as repúblicas que devem às
maiorias e devem lutar pela promoção das maiorias.
Seja o que for, por
reminiscências feudais que estão em nossa cultura, por classismo dominador,
talvez pela cultura consumista que rodeia a todos, as repúblicas frequentemente
em suas direções adotam um viver diário que exclui, que se distância do homem
da rua.
Esse
homem da rua deveria ser a causa central da luta política na vida das
repúblicas. Os governos republicanos
deveriam se parecer cada vez mais com seus respectivos povos na forma de viver
e na forma de se comprometer com a vida.
A verdade é que cultivamos
arcaísmos feudais, cortesias consentidas, fazemos diferenciações hierárquicas
que, no fundo, amassam o que têm de melhor as repúblicas: que ninguém é mais
que ninguém. O jogo desse e de outros fatores nos retém na pré-história. E,
hoje, é impossível renunciar à guerra quando a política fracassa. Assim, se
estrangula a economia, esbanjamos recursos.
Ouçam bem, queridos amigos:em cada minuto no mundo se gastam US$ 2
milhões em ações militares nesta terra. Dois milhões de dólares por minuto em
inteligência militar!! Em investigação médica, de todas as enfermidades que
avançaram enormemente, cuja cura dá às pessoas uns anos a mais de vida, a
investigação cobre apenas a quinta parte da investigação militar.
Este processo, do qual não
podemos sair, é cego. Assegura ódio e fanatismo, desconfiança, fonte de novas
guerras e, isso também, esbanjamento de fortunas. Eu sei que é muito fácil,
poeticamente, autocriticarmo-nos pessoalmente. E creio que seria uma inocência
neste mundo plantear que há recursos para economizar e gastar em outras coisas
úteis. Isso seria possível, novamente, se fôssemos capazes de exercitar acordos
mundiais e prevenções mundiais de políticas planetárias que nos garantissem a
paz e que a dessem para os mais fracos, garantia que não temos. Aí haveria
enormes recursos para deslocar e solucionar as maiores vergonhas que pairam
sobre a Terra. Mas basta uma pergunta: nesta humanidade, hoje, onde se iria sem
a existência dessas garantias planetárias? Então cada qual esconde armas de
acordo com sua magnitude, e aqui estamos, porque não podemos raciocinar como
espécie, apenas como indivíduos.
As instituições mundiais,
particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes
nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder.
Bloqueiam esta ONU que foi
criada com uma esperança e como um sonho de paz para a humanidade. Mas, pior
ainda, desarraigam-na da democracia no sentido planetário porque não somos
iguais. Não podemos ser iguais nesse mundo onde há mais fortes e mais fracos.
Portanto, é uma democracia ferida e está cerceando a história de um possível
acordo mundial de paz, militante, combativo e verdadeiramente existente. E,
então, remendamos doenças ali onde há eclosão, tudo como agrada a algumas das
grandes potências. Os demais olham de longe. Não existimos.
Amigos, creio que é muito
difícil inventar uma força pior que nacionalismo chovinista das grandes
potências. A força é que liberta os fracos. O nacionalismo, tão pai dos
processos de descolonização, formidável para os fracos, se transforma em uma
ferramenta opressora nas mãos dos fortes e, nos últimos 200 anos, tivemos
exemplos disso por toda a parte.
A ONU, nossa ONU, enlanguece,
se burocratiza por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento e,
sobretudo, de democracia para o mundo mais fraco que constitui a maioria
esmagadora do planeta. Mostro um pequeno exemplo, pequenino. Nosso pequeno país
tem, em termos absolutos, a maior quantidade de soldados em missões de paz em
todos os países da América Latina. E ali estamos, onde nos pedem que estejamos.
Mas somos pequenos, fracos. Onde se repartem os recursos e se tomam as
decisões, não entramos nem para servir o café. No mais profundo de nosso
coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da
pré-história. Eu defino que o homem, enquanto viver em clima de guerra, está na
pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir.
Até que o homem não saia dessa
pré-história e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa, essa é
a larga marcha e o desafio que temos daqui adiante. E o dizemos com
conhecimento de causa. Conhecemos a solidão da guerra. No entanto, esses
sonhos, esses desafios que estão no horizonte implicam lutar por uma agenda de
acordos mundiais que comecem a governar nossa história e superar, passo a
passo, as ameaças à vida. A espécie como tal deveria ter um governo para a
humanidade que superasse o individualismo e primasse por recriar cabeças
políticas que acudam ao caminho da ciência, e não apenas aos interesses
imediatos que nos governam e nos afogam.
Paralelamente, devemos entender
que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da
humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu
desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos
necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa
civilização.
Há poucos dias, fizeram na
Califórnia, em um corpo de bombeiros, uma homenagem a uma lâmpada elétrica que
está acesa há cem anos. Cem anos que está acesa, amigo! Quantos milhões de
dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as
pessoas comprem, comprem, comprem e comprem.
Mas esta globalização de olhar
para todo o planeta e para toda a vida significa uma mudança cultural brutal. É
o que nos requer a história. Toda a base material mudou e cambaleou, e os
homens, com nossa cultura, permanecem como se não houvesse acontecido nada e,
em vez de governarem a civilização, deixam que ela nos governe. Há mais de 20
anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao
planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua
propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas,
com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é
capaz de transformar o deserto em verde.
O homem pode levar a
agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A
força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as
mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada.A energia no mundo sobra, se
trabalharmos para usá-la bem.É possível arrancar
tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e
será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como
espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse
sonho conquistador que carregamos em nossa genética.
Mas,
para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nos mesmos,
ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização em
que fomos desenvolvendo.
Este
é nosso dilema.Não nos entretenhamos apenas
remendando consequências. Pensemos na causa profundas, na civilização do
esbanjamento, na civilização do usa-tira que rouba tempo mal gasto de vida
humana, esbanjando questões inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que
estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever
biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la,
cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie é nosso “nós”.
Obrigado."
Jose Pepe Mujica el Presidente de La Republica Oriental Del Uruguay
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