sábado, 20 de setembro de 2014

Mergulhe no seu "Eu Felino" e amplie sua essência

O texto que segue foi colhido em um post no Facebook.
Sempre admirei os felinos, por sua incrível capacidade interior.
Espero que aprecie.

Me trouxe à memória o filme "A Marca da Pantera", de 1982, que vale assistir.

Sugiro que leia e busque reler e trabalhar suas sensações e associações interiores.
E que possa, com isso, ampliar seu "Ser Consciência".
E encontrar-se com sua maior essência, hoje e sempre, syn!

O Gato e a Espiritualidade

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. 
Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do ser humano com o (próprio) mistério. 
O gato não se relaciona com a aparência do ser humano.
Ele vê além, por dentro e pelo avesso.
Relaciona-se com a essência. 

Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. 

A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. 

Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento. 
O ser humano não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o ser humano. 
Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. 
Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. 
Nada diz, não reclama. Afasta-se. 
Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. 
Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. 
Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir. 
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. 
Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. 
O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. 
É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. 
O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. 
O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. 
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. 
Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. 
Desatentos não agradam os gatos. Orgulhosos os irritam. 
Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. 

Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.
Essa é a Bolacha, a gata da minha amada amiga
Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! 
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. 
Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. 
Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. 
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. 
Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. 

Lição de saúde sexual e sensualidade. 
Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. 
Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. 
Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. 
Lição de salto. 
Lição de silêncio. 
Lição de descanso. 
Lição de introversão. 
Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. 
Lição de religiosidade sem ícones. 
Lição de alimentação e requinte. 
Lição de bom gosto e senso de oportunidade. 
Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências. 

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do ser humano.
O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa. 

Normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia.
Caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.

http://galleryhip.com/ancient-egyptian-god-bastet.html
Observe que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele. 
O amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta.
No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. 
Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. 
Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. 
Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.
"O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final." 


Fonte: 
The Mythology Of Cats, Gerald; Loretta Hausman


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