sábado, 1 de novembro de 2008

Passarelas da Vida


Os últimos três outubros chegaram trazendo mudanças significativas.

E como toda mudança, impactos que reverberam como pingos da chuva em um lago, com círculos concêntricos crescentes se interligando e provocando ondulações que atingem a princípio a superfície e depois todo o lago, até alcançar o fundo da Alma.

E, quando estas mudanças alcançam o nosso mais fundo, uma profunda sensação de perda se une a outras abafadas, escondidas, reprimidas, mal resolvidas ou ainda não percebidas.

E mais, novas sensações maravilhosas brotam como flores multicoloridas, que são o desbravar do desconhecido, as incertezas da Vida, a necessidade vital de se auto-revisar mentalmente, espiritualmente, psicologicamente, filosoficamente e ativamente, sempre de maneira consciente e presente.

Foi nesse turbilhão de sensações que, agora, ao se encerrar mais um outubro e já vivendo forte dentro de mim estes novos momentos, posso sentir que cresci como Ser Humano Integral.


Vai daí que, em especial, neste outubro que se despediu e confirma a presença revigorante da Primavera, uma passarela (feita de estruturas metálicas com piso e escadas de madeira) surgiu substituindo temporariamente outra (essa sim, com pilares de concreto, estrutura de aço, iluminação exuberante, rampas e até elevador!) que já é parte da paisagem urbano paulistana e pronto...
Mudanças para se atravessar de um lado a outro da avenida.

Pois é com esta passarela substituta que, assim como as mudanças na nossa Vida, posso me deslocar de cá prá lá e prosseguir confiante rumo ao próximo passo na breve jornada da vida terrena.
E concluir que, por mais temores e medos que as mudanças possam provocar, se estivermos conscientes da sua importância reconstrutora e com sentimentos vivos, positivos e pulsantes da sua presença, é possível enfrentá-las e descobrir-se alcançar o lado de lá da avenida, com rotas alternativas e, após os primeiros e profundos impactos, se adaptar.

E mais, com ações baseadas no Amor, na Verdade e na Fé, tornar os sentimentos algo fundamental e aprender que é preciso, a cada instante, senti-los por completo (jamais abafá-los ou fingir que "não é comigo") para saber que eles são as Passarelas da Vida, onde o que vai nos tornar melhores serão os comportamentos que escolheremos para vivenciá-los, superá-los e prosperar!

Assim, viver as Passarelas da Vida e irmos de cá prá lá, escolhendo os comportamentos que queremos (sim, essa é a grande diferença do ficar ou avançar forte e restaurado) vai, com absoluta certeza, nos ajudar a atingir o outro lado da avenida e ampliar nosso Ser, para materializar cada um de nossos desejos e sonhos.

Flux! OM Namastê Axé SYN! e Amém a todos!!!

PS: Se gostou, compartilhe com familiares, amigos e nas redes sociais. Se tiver dúvidas ou queira compartilhar suas sensações, deixe seu comentário e conversamos. Syn! Vibro que aprecie muito!

curta.contate.siga.vamos.juntos
     

3 comentários:

  1. Gostei do que li e do homem que vi através do que li!!! Bjs!

    Ao ler o seu texto, lembrei de um poema que eu escrevi em 1999, compartilho um trecho dele aqui com você...

    "Hoje vi o verde depois da chuva, e respirei o frescor de me sentir viva.
    Sofrer é quando minhas cores prendem-se a objetos que não estão presentes ou disponíveis, como se eu dependesse do outro para florir...
    Mas para florescer, basta ser primavera, quando a borboleta veste as asas que teceu de sua substância e calor durante todo o inverno, e o sol nasce de sua barriga para pousar bem alto, no céu (...) chegou a hora de sair do casulo de meus sonhos e virar borboleta (...) e sairei em busca de néctares e horizontes para alimentar a minha alma..."

    E como poetizou Winisk:

    "A primavera é quando ninguém mais espera, a primavera é quando não,
    a primavera é quando do escuro da terra ascende a música da paixão...
    A primavera é quando ninguém mais espera, e desespera tudo em flor,
    A primavera é quando ninguém acredita, e ressuscita por amor"

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  2. Mais uma coisa que gostaria de dizer: li aqui sobre primavera, flores e sentimentos, que na linguagem simbólica da alma se traduzem em água e cores... e hoje à tarde (provavelmente enquanto você postava esse texto em seu blog, ou um pouco depois) eu estava justamente plantando flores de diversas cores no jardim do meu consultório, e enquanto plantava essas flores, pensava: curioso plantar essas flores, que marcam o início da primavera para mim, justamente num dia que antecede os finados aqui, e que no México é comemorado com festejos: o dia de muertos... pensando bem, planta-se flores nos túmulos, porque o que morre vira adubo de novas colheitas, e as flores são a esperança e o prenúncio de um renascimento da vida com todo o seu frescor, que se traduzirá - com fé na vida e em nós mesmos - em doces e saborosos frutos colhidos da Árvore da Vida...
    E o mais curiosos é que hoje à noite, quando estive no Conjunto Nacional para assistir à peça: Alma imoral, me deparei com uma instalação inspirada nos altares de dia de muertos feitos em todo México nessa época, onde colocam muitas flores... inspirada nesse festejo, tb em 1999, escrevi um outro poema, do qual um trecho gostaria tb de compartilhar com você, pois cabe como uma luva com relação ao que falei acima:

    “A vida é doce prá quem cultiva flores,
    porque é delas que as abelhas retiram
    os néctares de seu mel.

    A vida é plena
    prá quem, sobre seus túmulos, ergue altares,
    fertilizando com suas lágrimas (como chuva)
    suas semeaduras.

    A vida faz sentido
    prá quem se reconhece
    nas tramas do próprio destino
    e com seus fios tece horizontes..."

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  3. Teça lindos quadros mentais para que eles tragam seus sonhos até você... plante suas sementes para que o néctar de suas flores germinadas alimente a sua alma com doçura e traga ao seu corpo o prazer de viver com plenitude!

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