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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Utopia ou Possibilidade Real: Acordemos Seres Humanos de Gaia!!! _ Jose Pepe Mujica na ONU

Quando a humildade e a grandeza passam a nos orientar de dentro para fora, o imponderável e o impensável passam a acontecer... 
E vai tomando forma, transmutando as fronteiras de nossos Corpos e irradia como um nascer de um novo dia, onde a escuridão e a luz disputam o espaço tempo e sabemos que a luz vencera, apesar da batalha que nesse momento acontece.
Isso esta abaixo representado na forma de uma mensagem, que precisamos ler, reler, parar... pensar.... reler e absorver, para que nossos próximos passos sejam orientados por essa reluzente e sincera solicitação:

ONU setembro de 2013 Pepe Mujica Presidente do Uruguai 

"Amigos, sou do sul, venho do sul. Esquina do Atlântico e do Prata, meu país é uma planície suave, temperada, uma história de portos, couros, charque, lãs e carne. Houve décadas púrpuras, de lanças e cavalos, até que, por fim, no arrancar do século 20, passou a ser vanguarda no social, no Estado, no Ensino. Diria que a social-democracia foi inventada no Uruguai.

Durante quase 50 anos, o mundo nos viu como uma espécie de Suíça. Na realidade, na economia, fomos bastardos do império britânico e, quando ele sucumbiu, vivemos o amargo mel do fim de intercâmbios funestos, e ficamos estancados, sentindo falta do passado. 
Quase 50 anos recordando o Maracanã, nossa façanha esportiva. Hoje, ressurgimos no mundo globalizado, talvez aprendendo de nossa dor. Minha história pessoal, a de um rapaz — por que, uma vez, fui um rapaz — que, como outros, quis mudar seu tempo, seu mundo, o sonho de uma sociedade libertária e sem classes. Meus erros são, em parte, filhos de meu tempo. Obviamente, os assumo, mas há vezes que medito com nostalgia. 
Quem tivera a força de quando éramos capazes de abrigar tanta utopia! No entanto, não olho para trás, porque o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para cobrar contas ou para reverberar memórias. 
Me angustia, e como, o amanhã que não verei, e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma humanidade melhor, mas talvez, hoje, a primeira tarefa seja cuidar da vida. 
Mas sou do sul e venho do sul, a esta Assembleia, carrego inequivocamente os milhões de compatriotas pobres, nas cidades, nos desertos, nas selvas, nos pampas, nas depressões da América Latina pátria de todos que está se formando. 
Carrego as culturas originais esmagadas, com os restos de colonialismo nas Malvinas, com bloqueios inúteis a este jacaré sob o sol do Caribe que se chama Cuba. Carrego as consequências da vigilância eletrônica, que não faz outra coisa que não despertar desconfiança. Desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego uma gigantesca dívida social, com a necessidade de defender a Amazônia, os mares, nossos grandes rios na América. 
Carrego o dever de lutar por pátria para todos. 
Para que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz, e carrego o dever de lutar por tolerância, a tolerância é necessária para com aqueles que são diferentes, e com os que temos diferenças e discrepâncias. Não se precisa de tolerância com aqueles com quem estamos de acordo. 
A tolerância é o fundamento de poder conviver em paz, e entendendo que, no mundo, somos diferentes. 
O combate à economia suja, ao narcotráfico, ao roubo, à fraude e à corrupção, pragas contemporâneas, procriadas por esse antivalor, esse que sustenta que somos felizes se enriquecemos, seja como seja. Sacrificamos os velhos deuses imateriais. Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de felicidade. 
Parece que nascemos apenas para consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza e até autoexclusão. 
O certo, hoje, é que, para gastar e enterrar os detritos nisso que se chama pela ciência de poeira de carbono, se aspirarmos nesta humanidade a consumir como um americano médio, seriam imprescindíveis três planetas para poder viver. 
Nossa civilização montou um desafio mentiroso e, assim como vamos, não é possível satisfazer esse sentido de esbanjamento que se deu à vida. Isso se massifica como uma cultura de nossa época, sempre dirigida pela acumulação e pelo mercado. 
Prometemos uma vida de esbanjamento, e, no fundo, constitui uma conta regressiva contra a natureza, contra a humanidade no futuro. Civilização contra a simplicidade, contra a sobriedade, contra todos os ciclos naturais. 
O pior: civilização contra a liberdade que supõe ter tempo para viver as relações humanas, as únicas que transcendem: o amor, a amizade, aventura, solidariedade, família. 
Civilização contra tempo livre que não é pago, que não se pode comprar, e que nos permite contemplar e esquadrinhar o cenário da natureza. 
Arrasamos a selva, as selvas verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque somos felizes longe da convivência humana. 
Cabe se fazer esta pergunta, ouvimos da biologia que defende a vida pela vida, como causa superior, e a suplantamos com o consumismo funcional à acumulação. 
A política, eterna mãe do acontecer humano, ficou limitada à economia e ao mercado. De salto em salto, a política não pode mais que se perpetuar, e, como tal, delegou o poder, e se entretém, aturdida, lutando pelo governo. Debochada marcha de historieta humana, comprando e vendendo tudo, e inovando para poder negociar de alguma forma o que é inegociável. Há marketing para tudo, para os cemitérios, os serviços fúnebres, as maternidades, para pais, para mães, passando pelas secretárias, pelos automóveis e pelas férias. Tudo, tudo é negócio. 
Todavia, as campanhas de marketing caem deliberadamente sobre as crianças, e sua psicologia para influir sobre os adultos e ter, assim, um território assegurado no futuro. Sobram provas de essas tecnologias bastante abomináveis que, por vezes, conduzem a frustrações e mais. 
O homenzinho médio de nossas grandes cidades perambula entre os bancos e o tédio rotineiro dos escritórios, às vezes temperados com ar condicionado. Sempre sonha com as férias e com a liberdade, sempre sonha com pagar as contas, até que, um dia, o coração para, e adeus. Haverá outro soldado abocanhado pelas presas do mercado, assegurando a acumulação. A crise é a impotência, a impotência da política, incapaz de entender que a humanidade não escapa nem escapará do sentimento de nação. Sentimento que está quase incrustado em nosso código genético. 
Hoje é tempo de começar a talhar para preparar um mundo sem fronteiras. A economia globalizada não tem mais condução que o interesse privado, de muitos poucos, e cada Estado Nacional mira sua estabilidade continuísta, e hoje a grande tarefa para nossos povos, em minha humilde visão, é o todo. 
Como se isto fosse pouco, o capitalismo produtivo, francamente produtivo, está meio prisioneiro na caixa dos grandes bancos. No fundo, são o vértice do poder mundial. Mais claro, cremos que o mundo requer a gritos regras globais que respeitem os avanços da ciência, que abunda. Mas não é a ciência que governa o mundo. Se precisa, por exemplo, uma larga agenda de definições, quantas horas de trabalho e toda a terra, como convergem as moedas, como se financia a luta global pela água e contra os desertos. 
Como se recicla e se pressiona contra o aquecimento global. Quais são os limites de cada grande questão humana. Seria imperioso conseguir consenso planetário para desatar a solidariedade com os mais oprimidos, castigar impositivamente o esbanjamento e a especulação. Mobilizar as grandes economias não para criar descartáveis com obsolescência calculada, mas bens úteis, sem fidelidade, para ajudar a levantar os pobres do mundo. Bens úteis contra a pobreza mundial. Mil vezes mais rentável que fazer guerras. Virar um neo-keynesianismo útil, de escala planetária, para abolir as vergonhas mais flagrantes deste mundo. 
Talvez nosso mundo necessite menos de organismos mundiais, desses que organizam fórums e conferências, que servem muito às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e, no melhor dos casos, não reúne ninguém e transforma em decisões… 
Precisamos sim mascar muito o velho e o eterno da vida humana junto da ciência, essa ciência que se empenha pela humanidade não para enriquecer; com eles, com os homens de ciência da mão, primeiros conselheiros da humanidade, estabelecer acordos para o mundo inteiro. Nem os Estados nacionais grandes, nem as transnacionais e muito menos o sistema financeiro deveriam governar o mundo humano. Sim, a alta política entrelaçada com a sabedoria científica, ali está a fonte. Essa ciência que não apetece o lucro, mas que mira o por vir e nos diz coisas que não escutamos. Quantos anos faz que nos disseram coisas que não entendemos? Creio que se deve convocar a inteligência ao comando da nave acima da terra, coisas assim e coisas que não posso desenvolver nos parecem impossíveis, mas requeririam que o determinante fosse a vida, não a acumulação. 
Obviamente, não somos tão iludidos, nada disso acontecerá, nem coisas parecidas. Nos restam muitos sacrifícios inúteis daqui para diante, muitos remendos de consciência sem enfrentar as causas. Hoje, o mundo é incapaz de criar regras planetárias para a globalização e isso é pela enfraquecimento da alta política, isso que se ocupa de todo. Por último, vamos assistir ao refúgio de acordos mais ou menos “reclamáveis”, que vão plantear um comércio interno livre, mas que, no fundo, terminarão construindo parapeitos protecionistas, supranacionais em algumas regiões do planeta. A sua vez, crescerão ramos industriais importantes e serviços, todos dedicados a salvar e a melhorar o meio ambiente. Assim vamos nos consolar por um tempo, estaremos entretidos e, naturalmente, continuará a parecer que a acumulação é boa, para a alegria do sistema financeiro.
Continuarão as guerras e, portanto, os fanatismos, até que, talvez, a mesma natureza faça um chamado à ordem e torne inviáveis nossas civilizações. Talvez nossa visão seja demasiado crua, sem piedade, e vemos ao homem como uma criatura única, a única que há acima da terra capaz de ir contra sua própria espécie. Volto a repetir, porque alguns chamam a crise ecológica do planeta de consequência do triunfo avassalador da ambição humana. Esse é nosso triunfo e também nossa derrota, porque temos impotência política de nos enquadrarmos em uma nova época. E temos contribuído para sua construção sem nos dar conta. 
Por que digo isto? São dados, nada mais. O certo é que a população quadruplicou e o PIB cresceu pelo menos vinte vezes no último século. Desde 1990, aproximadamente a cada seis anos o comércio mundial duplica. Poderíamos seguir anotando dados que estabelecem a marcha da globalização. O que está acontecendo conosco? Entramos em outra época aceleradamente, mas com políticos, enfeites culturais, partidos e jovens, todos velhos ante a pavorosa acumulação de mudanças que nem sequer podemos registrar. Não podemos manejar a globalização porque nosso pensamento não é global. Não sabemos se é uma limitação cultural ou se estamos chegando a nossos limites biológicos. 
Nossa época é portentosamente revolucionária como não conheceu a história da humanidade. Mas não tem condução consciente, ou ao menos condução simplesmente instintiva. Muito menos, todavia, condução política organizada, porque nem se quer tivemos filosofia precursora ante a velocidade das mudanças que se acumularam. 
A cobiça, tão negativa e tão motor da história, essa que impulsionou o progresso material técnico e científico, que fez o que é nossa época e nosso tempo e um fenomenal avanço em muitas frentes, paradoxalmente, essa mesma ferramenta, a cobiça que nos impulsionou a domesticar a ciência e transformá-la em tecnologia nos precipita a um abismo nebuloso. A uma história que não conhecemos, a uma época sem história, e estamos ficando sem olhos nem inteligência coletiva para seguir colonizando e para continuar nos transformando. 
Porque se há uma característica deste bichinho humano é a de que é um conquistador antropológico. 
Parece que as coisas tomam autonomia e essas coisas subjugam os homens. De um lado a outro, sobram ativos para vislumbrar tudo isso e para vislumbrar o rombo. Mas é impossível para nós coletivizar decisões globais por esse todo. A cobiça individual triunfou grandemente sobre a cobiça superior da espécie. Aclaremos: o que é “tudo”, essa palavra simples, menos opinável e mais evidente? Em nosso Ocidente, particularmente, porque daqui viemos, embora tenhamos vindo do sul, as repúblicas que nasceram para afirmas que os homens são iguais, que ninguém é mais que ninguém, que os governos deveriam representar o bem comum, a justiça e a igualdade. Muitas vezes, as repúblicas se deformam e caem no esquecimento da gente que anda pelas ruas, do povo comum. 
Não foram as repúblicas criadas para vegetar, mas ao contrário, para serem um grito na história, para fazer funcionais as vidas dos próprios povos e, por tanto, as repúblicas que devem às maiorias e devem lutar pela promoção das maiorias. 
Seja o que for, por reminiscências feudais que estão em nossa cultura, por classismo dominador, talvez pela cultura consumista que rodeia a todos, as repúblicas frequentemente em suas direções adotam um viver diário que exclui, que se distância do homem da rua. 
Esse homem da rua deveria ser a causa central da luta política na vida das repúblicas. Os governos republicanos deveriam se parecer cada vez mais com seus respectivos povos na forma de viver e na forma de se comprometer com a vida. 
A verdade é que cultivamos arcaísmos feudais, cortesias consentidas, fazemos diferenciações hierárquicas que, no fundo, amassam o que têm de melhor as repúblicas: que ninguém é mais que ninguém. O jogo desse e de outros fatores nos retém na pré-história. E, hoje, é impossível renunciar à guerra quando a política fracassa. Assim, se estrangula a economia, esbanjamos recursos. 
Ouçam bem, queridos amigos: em cada minuto no mundo se gastam US$ 2 milhões em ações militares nesta terra. Dois milhões de dólares por minuto em inteligência militar!! Em investigação médica, de todas as enfermidades que avançaram enormemente, cuja cura dá às pessoas uns anos a mais de vida, a investigação cobre apenas a quinta parte da investigação militar. 
Este processo, do qual não podemos sair, é cego. Assegura ódio e fanatismo, desconfiança, fonte de novas guerras e, isso também, esbanjamento de fortunas. Eu sei que é muito fácil, poeticamente, autocriticarmo-nos pessoalmente. E creio que seria uma inocência neste mundo plantear que há recursos para economizar e gastar em outras coisas úteis. Isso seria possível, novamente, se fôssemos capazes de exercitar acordos mundiais e prevenções mundiais de políticas planetárias que nos garantissem a paz e que a dessem para os mais fracos, garantia que não temos. Aí haveria enormes recursos para deslocar e solucionar as maiores vergonhas que pairam sobre a Terra. Mas basta uma pergunta: nesta humanidade, hoje, onde se iria sem a existência dessas garantias planetárias? Então cada qual esconde armas de acordo com sua magnitude, e aqui estamos, porque não podemos raciocinar como espécie, apenas como indivíduos. 
As instituições mundiais, particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder. 
Bloqueiam esta ONU que foi criada com uma esperança e como um sonho de paz para a humanidade. Mas, pior ainda, desarraigam-na da democracia no sentido planetário porque não somos iguais. Não podemos ser iguais nesse mundo onde há mais fortes e mais fracos. Portanto, é uma democracia ferida e está cerceando a história de um possível acordo mundial de paz, militante, combativo e verdadeiramente existente. E, então, remendamos doenças ali onde há eclosão, tudo como agrada a algumas das grandes potências. Os demais olham de longe. Não existimos. 
Amigos, creio que é muito difícil inventar uma força pior que nacionalismo chovinista das grandes potências. A força é que liberta os fracos. O nacionalismo, tão pai dos processos de descolonização, formidável para os fracos, se transforma em uma ferramenta opressora nas mãos dos fortes e, nos últimos 200 anos, tivemos exemplos disso por toda a parte. 
A ONU, nossa ONU, enlanguece, se burocratiza por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento e, sobretudo, de democracia para o mundo mais fraco que constitui a maioria esmagadora do planeta. Mostro um pequeno exemplo, pequenino. Nosso pequeno país tem, em termos absolutos, a maior quantidade de soldados em missões de paz em todos os países da América Latina. E ali estamos, onde nos pedem que estejamos. Mas somos pequenos, fracos. Onde se repartem os recursos e se tomam as decisões, não entramos nem para servir o café. No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem, enquanto viver em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir. 
Até que o homem não saia dessa pré-história e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa, essa é a larga marcha e o desafio que temos daqui adiante. E o dizemos com conhecimento de causa. Conhecemos a solidão da guerra. No entanto, esses sonhos, esses desafios que estão no horizonte implicam lutar por uma agenda de acordos mundiais que comecem a governar nossa história e superar, passo a passo, as ameaças à vida. A espécie como tal deveria ter um governo para a humanidade que superasse o individualismo e primasse por recriar cabeças políticas que acudam ao caminho da ciência, e não apenas aos interesses imediatos que nos governam e nos afogam. 
Paralelamente, devemos entender que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa civilização. 
Há poucos dias, fizeram na Califórnia, em um corpo de bombeiros, uma homenagem a uma lâmpada elétrica que está acesa há cem anos. Cem anos que está acesa, amigo! Quantos milhões de dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as pessoas comprem, comprem, comprem e comprem. 
Mas esta globalização de olhar para todo o planeta e para toda a vida significa uma mudança cultural brutal. É o que nos requer a história. Toda a base material mudou e cambaleou, e os homens, com nossa cultura, permanecem como se não houvesse acontecido nada e, em vez de governarem a civilização, deixam que ela nos governe. Há mais de 20 anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde. 
O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética.
Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nos mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização em que fomos desenvolvendo. 
Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos na causa profundas, na civilização do esbanjamento, na civilização do usa-tira que rouba tempo mal gasto de vida humana, esbanjando questões inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie é nosso “nós”. 
Obrigado."  
Jose Pepe Mujica el Presidente de La Republica Oriental Del Uruguay




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segunda-feira, 4 de março de 2013

Senso Sistêmico: Fritjof Capra e Leonardo Da Vinci, arte, ciência e tecnologia, syn!

Impossível deixar de registrar e compartilhar essa notícia.
Primeiro porque ambos _ Capra e Da Vinci _ representam a inteligência humana e todas as suas vertentes de observar, analisar, pesquisar e realizar aquilo que acreditam vai nos tornar, todos, melhores seres.

Segundo porque a análise que Fritjof Capra faz de Leonardo Da Vinci considera-o um Ser Sistêmico.... e isso é genial!!!

Terceiro porque sou fã dos dois, syn!
Eis a notícia, para seu deleite...


"Fritjof Capra lança análise da obra de Leonardo Da Vinci" 
Físico fala do maior gênio do Renascimento italiano, que tem dois livros lançados sobre sua obra como anatomista e engenheiro
ANTONIO GONÇALVES FILHO - O Estado de S.Paulo

O físico vienense Fritjof Capra, conhecido pelo best seller Ponto de Mutação, admite que não poderia ter avaliado os trabalhos científicos do gênio renascentista Leonardo da Vinci (1452- 1519) sem a ajuda de colegas especializados em outras disciplinas. 
Ele faz a revelação logo no começo de seu livro A Alma de Leonardo da Vinci, que a editora Cultrix colocou no mercado quase que simultaneamente ao lançamento de Os Cadernos Anatômicos de Leonardo da Vinci, coedição luxuosa da Ateliê Editorial e a Editora Unicamp que reproduz 215 gravuras anatômicas do pintor.
Capra fala também desses desenhos em seu livro. 
É possível, portanto, entender a razão de ter recorrido a colegas para empreender uma análise do pensamento científico de Da Vinci, definido por ele, em entrevista exclusiva ao Estado, como
a "síntese perfeita entre arte, ciência e tecnologia".

Reprodução

Da Vinci (1452- 1519) foi um 'pensador sistêmico', diz Capra.
A herança cultural deixada por Da Vinci é especialmente valiosa para nosso tempo, diz Capra, por ter sido o pintor um pesquisador sistêmico, "um observador da natureza que não teve influência direta sobre os cientistas que vieram logo depois dele - por não ter publicado suas descobertas -, mas que é fundamental para o século 21, quando problemas globais tendem a ser analisados segundo uma perspectiva interdisciplinar".
A essência de sua "alma", segundo Capra, é justamente "a conjunção de sua curiosidade intelectual com engenho experimental".
E coragem, faltou acrescentar. 

O livro Os Cadernos Anatômicos de Leonardo da Vinci, por exemplo, traz 1.200 desenhos que não seriam possíveis sem que desafiasse a bula papal, partindo para a dissecção de cadáveres, punida em sua época com a excomunhão.
Se Da Vinci vivesse hoje, arrisca Capra, ele seria um cientista holístico, lutando pela sustentabilidade.
"É difícil afirmar categoricamente que Leonardo teria seguido esse caminho quando se trata de um gênio de personalidade complexa, mas tudo indica que sim." 
Só um artista que definiu a pintura como fruto da observação da natureza e estudou a correlação dos padrões botânicos e animais, de acordo com Capra, podia dizer que "entender um fenômeno é associá-lo a outros fenômenos"
Séculos antes das especulações futuristas do filme Matrix, Da Vinci já levava em conta a similaridade de padrões nos mundos animal e vegetal.

Curiosamente, para um homem tão sábio, segundo Capra, não se encontra nos cadernos de anotações de Da Vinci uma só linha sobre suas emoções.
Ele analisou esses caóticos cadernos de notas, seguindo o método empírico do artista - basicamente apoiado na observação dos fenômenos naturais -, mas não descobriu em nenhuma das 6 mil páginas, dispersas entre bibliotecas e museus, uma mísera referência à vida privada de Da Vinci.

"Há só uma nota em que ele registra a morte do pai, ainda assim de passagem."

http://kdfrases.com/frase/125236
Os estudos sistêmicos de Da Vinci são fundamentalmente diferentes da ciência mecanicista de Galileu (1564-1642) e Newton (1643-1727)

Nem tudo se explica pelas leis da mecânica.
Essas são ideias do século 17 que Leonardo não aprovaria se tivesse nascido nele.
Capra apresenta a ciência das formas orgânicas de Da Vinci como "radicalmente diversa" de seus seguidores.
"Como cientista, ele coloca a vida no centro de tudo, mostrando que os fenômenos naturais são interdependentes e interligados." 
Esta, observa Capra, é com certeza uma boa lição para a ciência atual.
"Ele foi o primeiro anatomista moderno, um ecofilósofo e ecocientista que não viu o corpo humano apenas como uma máquina."

Link da notícia: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,fritjof-capra-lanca-analise-da-obra-de-leonardo-da-vinci,1004102,0.htm
http://synerhgon.com.br/redessociais.htm
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sábado, 17 de novembro de 2012

Seres Humanos podem prever eventos futuros _ Sentimento e Intuição ativos

Não seria bom prever eventos futuros, mesmo se eles estão apenas 10 segundos à frente?
De acordo com pesquisadores da Universidade Northwestern, podemos fazer exatamente isso.
Os investigadores já sabem que nossa mente subconsciente às vezes sabem mais do que nossas mentes conscientes

Medidas fisiológicas de excitação subconsciente, por exemplo, tendem a mostrar-se antes de consciência de que um baralho de cartas está contra nós.
Parapsicólogos têm feito afirmações estranhas sobre precognição - o conhecimento de imprevisíveis eventos futuros - por anos.


Mas o fenômeno franja recentemente recebeu uma exibição destacada depois que um documento fornecendo evidências de sua existência foi aceito para publicação pela revista Líder Psicologia Social. 

E mais, os psicólogos que se debruçaram sobre uma pré-impressão do jornal dizem que não podem encontrar todas as falhas significativas.
"Minha opinião pessoal é que isso é ridículo e não pode ser verdade", diz Joachim Krueger, da Universidade Brown, em Provence, Rhode Island, que publicou no blog do website Psychology Today.
"Ir atrás da metodologia e do delineamento experimental é a primeira linha de ataque. Mas, francamente, eu não vi nada. Tudo parecia estar em ordem.

"O que não ficou claro é se os seres humanos têm a capacidade de prever futuros eventos importantes, mesmo sem pistas sobre o que pode acontecer", disse Julia Mossbridge, principal autora do estudo e pesquisadora associada do laboratório de Percepção Visual, Cognição e Neurociências na Universidade Northwestern.

Uma pessoa que esteja jogando no computador no trabalho enquanto usa fones de ouvido, por exemplo, não pode ouvir quando seu chefe está chegando ao virar a esquina.
"Mas a nossa análise sugere que se você estivesse em sintonia com o seu corpo, pode ser capaz de detectar essas alterações antecipadas entre 2 e 10 segundos antes de fechar o jogo", disse Mossbridge. 
"Você pode até ter a chance de abrir uma planilha onde deveria estar trabalhando. E se tiver sorte, pode fazer tudo isso antes de seu chefe entrar na sala." 

Prever o futuro é vital para orientar o comportamento e é um componente chave das teorias de percepção, processamento de linguagem e aprendizado, diz Jeffrey M. Zacks, PhD, WUSTL professor associado de psicologia de Artes e Ciências.

"É muito importante ser capaz de fugir quando o leão se atira em você, mas é super-importante ser capaz de saltar para fora do caminho antes do leão saltar", diz Zacks.

"É uma grande vantagem adaptativa olhar um pouco além do horizonte." 

Zacks e seus colegas estão na construção de uma teoria de como funciona a previsão da percepção. 
No cerne da teoria está a crença de que uma boa parte de prever o futuro é a manutenção de um modelo mental do que está acontecendo agora.
Agora e depois, esse modelo precisa de atualização, especialmente quando o ambiente muda de forma imprevisível.
"Quando assistimos uma atividade diária se desdobrando em torno de nós, fazemos previsões sobre o que vai acontecer alguns segundos adiante", diz Zacks.

http://www.shineyournature.blogspot.com.br/2014/03/sentimento-shine-your-nature-fatorsyn.html

"Na maioria das vezes, as nossas previsões estão corretas."

"Previsões com sucesso estão associados com a experiência subjetiva de um fluxo suave de consciência. 

Mas algumas vezes por um minuto, nossas previsões dão errado e então percebemos uma interrupção no fluxo de consciência, acompanhado por um aumento na atividade das partes primitivas do cérebro envolvidas, que regulam a atenção e a adaptação às mudanças imprevisíveis." 

Este fenômeno é às vezes chamado de "pressentimento", como em "sentir o futuro", mas Mossbridge disse que ela e outros pesquisadores não têm certeza se as pessoas estão realmente sentindo o futuro. 
"Eu gosto de chamar o fenômeno de "atividade anômala antecipatória", disse ela.

"O fenômeno é anômalo, alguns cientistas argumentam, porque não podemos explicá-lo usando o atual entendimento sobre como a biologia funciona, embora explicações relacionadas com descobertas quântico biológicas recentes poderiam fazer sentido. 
É antecipatória porque parece prever futuras alterações fisiológicas em resposta a um evento importante, sem quaisquer pistas conhecidas, e é uma atividade porque consiste em alterações nos sistemas de pele, cardiopulmonar e nervoso." 

Em estudos anteriores, os pesquisadores sugeriram que a educação infantil deve se concentrar na construção de habilidades comportamentais, sociais e emocionais, tanto como na construção de habilidades acadêmicas.

Livres da distração, sua intuição vai intervir e guiá-lo facilmente através da vida.

É este conhecimento acumulado, que os nossos sentimentos resume para nós, que nos permite fazer previsões melhores. 
Em certo sentido, os nossos sentimentos nos dá acesso a uma janela privilegiada de conhecimentos e informação, "uma janela que nos dá uma forma mais analítica de blocos de raciocínio".

Abril McCarthy é um jornalista comunitário que desempenha um papel ativo ao reportar e analisar os eventos mundiais para fazer avançar nossa saúde e as iniciativas ecológicas.



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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ZONAR: Vidas passadas e respeito aos ancestrais _ celebrar o Dia de Finados

Para que possamos celebrar o Dia de Finados.
Para que possamos compreender a vibrante presença dos nossos ascendentes.
Para que possamos nos unir a eles com Amor e Respeito.
Para que possamos nos fortalecer com a Liberdade que eles nos ensinaram.
Para que sejamos cientes e conscientes de que a Vida é uma jornada de Luz Divina.



ZONAR

Significa infinitude, perenidade, eternidade.
Este símbolo é eficaz para vidas passadas, para questões cármicas.
No sistema Reiki Arquetípico, ele representa o amor e a lealdade familiar, e a ação dos ancestrais.

As duas polaridades deste arquétipo são pertencer e alienar-se.

O respeito aos ancestrais e o amor e lealdade familiar integram o princípio do pertencer.

AFIRME, sentindo:

“Ao pronunciar a palavra ZONAR, minha intenção é curar tudo aquilo com que eu possa ter vindo a este mundo. Peço a meus antepassados que se dignem ajudar-me nesta ação.”

(texto extraído do poderoso livro de Dorothy May, REIKI ARQUETÍPICO, Cura Espiritual, Emocional e Física, Editora Pensamento)



Que possamos brindar a Vida e vai a dica: este livro é realmente poderoso.
Faço uso desde 2008 e é uma verdadeira e vibrante forma que encontrei de me renovar e viver todo o potencial de Energia Quântica Divina que somos e está disponível em todos e no tudo.

Bençãos e Muita Luz de Amor para você, hoje e sempre!
OM    AXÉ!    NAMASTÊ    SYN!    AMÉM

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vibramorar a "Lua Azul" é acreditar que somos Energia pulsante: ORAÇÕES DE PODER

Eis que somos agraciados por mais uma Lua Azul.


Fenômeno do Universo e que traz consigo vibrantes, cíclicas e pulsantes Energias.
E nos faz lembrar que, assim como a Avó Lua, realizamos jornadas cíclicas multidimensionais.
A dica é: invista dentro de seu precioso Tempo Relativo Tridimensional um momento para se conectar com a Energia Quântica Suprema e absorver sua poderosa, rejuvenescedora e eterna presença, com os poderes das orações.


ORAÇÃO DE INICIAÇÃO

DEUS DE INFINITA BONDADE
• Que eu seja banhada (o) pela luz primordial
• Que eu esteja unida (o) com a sabedoria Terra
• Que eu identifique meu espaço dentro do conceito cósmico
• Que eu tenha percepção das energias sutis
• Que eu seja um espelho da força do amor
• Que eu limpe as nuvens de minha visão
• Que eu saiba o que é preciso saber
• Que eu revele a verdade e o caminho mais sábio
• Que eu enxergue através da perspectiva superior
• Que eu aceite o ser humano sem julgamentos
• Que eu possa sempre manter a tolerância
• Que eu exerça o significado real do amor
• Que eu possa aceitar e usar minha própria força
• Que eu e meu Eu Superior atuem em conjunto
• Que eu mantenha sempre a calma interior
• Que eu respeite o livre arbítrio do outro
• Que eu tenha o equilíbrio entre as polaridades
• Que eu irradie luz através da própria força criadora
• Que assim seja e assim será! Sempre!



ORAÇÃO DE PROSPERIDADE

Supremo Deus de Infinita bondade.
Sou um ser sadio, rico e feliz!
A minha mente, pensamento e emoções são perfeitos e sadios.
A harmonia e a riqueza fazem parte de todas as células e átomos do meu corpo.
Desintegram-se agora todos os medos, conflitos e crenças anteriores, fortalecendo o merecimento de receber, saúde, riqueza e felicidade.
A riqueza está presente em minha vida todos os dias de forma natural e positiva.
Riqueza física, riqueza mental, riqueza espiritual, riqueza emocional e riqueza material.
A riqueza, como tudo que existe no Universo também é uma energia.
Essa energia tem a cor dourada.
Respiro essa energia dourada e sinto-a invadindo todo meu Ser.
Sou próspero bem sucedido nos negócios, tranqüilo e sereno.
Conscientizo-me da Lei da Riqueza.
A natureza é um altar de servir e dela participo ativamente.
Sou um Ser da prosperidade.
Sou realmente um ser sadio, rico e feliz!
Assim é em minha mente...
Assim passa a ser em minha vida agora.


ORAÇÃO PARA O AMOR

Senhor...
Na eternidade que é a evolução de minha alma, tudo é perfeito e pleno.
No entanto, minha vida está sempre mudando.
É um constante reciclar de experiências.
Cada momento é novo e fresco, e sinto em cada dia é um recomeço.
Senhor...
Na perfeição de todas as formas de criação, criaste as polaridades.
Existe em mim uma fonte infinita de amor, amor a Deus,
amor à família, amor à natureza, amor ao próximo.
Mas também preciso compartilhar, preciso amar e ser amada (o).
Quero ser feliz e dividir minhas alegrias.
Senhor...
Ilumina minha alma, acalma meu coração,
Liberta-me desta angústia e solidão.
Direciona meus passos na seqüência certa para uma união feliz.
Que eu atraia somente pessoas dignas e benéficas para minha vida.
Senhor...
Que a Onipotência de sua mão se estenda abençoando todo o meu ser.
Amém!

Para saber mais e realizar um maravilhoso Ritual da Lua Azul, acesse: LUA AZUL E SUA MAGIA de Miriam Carvalho

"MITAKUYE OYASIN"
 

"Por todas as nossas relações"
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