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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A "Energia do Amor": ativação de Sua Chama Interior

Se você chegou aqui, foi por que busca se tornar maior e melhor.
Maior em sua consciência.
Melhor em sua existência.
Ambas estão dentro de você. 
Dentro de mim. 
Dentro de todos. 
Dentro de tudo. 
Dentro do Todo.
E ambas nos acompanham, desde sempre.

Para isso, segue um exercício que recebi (por fazer parte de um grupo de pessoas iluminadas e que iluminam Gaia e refletem isso para o Universo).

Energia do Amor:
ativação de Sua Chama Interior

Objetivo: 
Manter sua energia em equilíbrio, em paz, em harmonia, na Luz, no amor incondicional.


Porque se exercitar: 
Sempre que você começar a sentir que está saindo do equilíbrio, por favor, encontrem um modo de se reequilibrar, façam o que funciona para vocês. 
Creio que esse exercício, simples, vai trazer ótimos benefícios ao seu Ser Corpo_Mente_Espírito.
Ele é um bom modo pois funciona instantaneamente para muitos porque alinha todos os pontos de energias de cada Chakra em seu corpo.

Como fazer: 
Fique em pé e junte suas mãos em uma posição de "oração", com seus pés e pernas encostados.
Feche os olhos e comece LENTAMENTE inspirar e expirar, sete vezes.

Ao inspirar, pense em cada uma das cores de Chakra, e inspire para o Chakra correspondente a cada cor. 
Então, se você começar com seu Chakra da coroa, inspire a cor violeta/púrpura e sinta seu Chakra acionar por focalizar-se totalmente nele, sentindo completamente a sensação de formigamento da ativação e paz se espalhar por toda essa área de seu corpo.
Ao expirar, pense em tudo que não está funcionando para você pelo seu bem maior saindo de seu corpo.
Continue a fazer isso até completar as sete respirações. 

Então erga suas mãos com as palmas ainda encostadas e separe-as, colocando suas palmas ao lado de suas pernas. 
Isso é tudo, você deverá sentir sua paz, harmonia e equilíbrio recuperados!

Onde e Quando fazer:
Faça onde estiver (respeitando os limites do ambiente, claro!), sempre que sentir que está com alguma energia diferente daquela que lhe pertence, para lhe fazer retornar equilibrado e fluindo com harmonia.

Por que postei isso hoje?
Postei hoje _ 31/01/2014_ pois alguns eventos relativos estão ocorrendo aqui na Terra, nossa Mãe, como a LUA NOVA AZUL e a entrada do ano novo chinês que será regido pelo CAVALO DE MADEIRA.
Também postei hoje pois o momento energético absoluto universal está direcionado e atuando em nossa Gaia.
Por que esse post é importante?
Por meio de uma canalização, uma importante onda nova de energias de informação e destruição da matriz naqueles ainda adormecidos está para ocorrer, o que permitirá que importantes eventos intergalácticos aconteçam. 
É-nos pedido para novamente nos reagruparmos. 
O que isto significa é para entrar em um estado meditativo pelas próximas setenta e duas horas. 
Isto não significa realmente sentar em meditação, mas ficar completamente equilibrado e completamente atento a cada segundo, para estar total e completamente no AGORA, pois cada um e todos vocês estarão recebendo informação de suas respectivas ligações galácticas.

Por que você precisa disso?
Para Ser, Estar e Fazer o que flui como Energia Absoluta Universal.
E da qual, todos fazemos parte, quer você queira, acredite, ou não!
É algo simples. 
Faça como eu e milhões de Seres Humanos que já estão em plena sintonia.

No mínimo vai lhe deixar mais.... Você!
No máximo vai lhe fazer irradiar o Amor Incondicional, tão necessário como esses olhos que aqui estão a ler e sua respiração, que é essa Energia Divina.

Avante!
#namaste  #axé  #espíritosanto #amém #syn!

Fonte: Anjos de Luz _ Fiquem em alerta nas próximas 72 horas
Fonte original: http://sacredascensionmerkaba.wordpress.com 
Tradução: Blog Sintese http://blogsintese.blogspot.com 

http://mandalapoesia.blogspot.com.br/2011_03_12_archive.html
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Para viver uma "Vida Suprema": uma fabulosa leitura sobre Deus por Baruch Spinoza

Acredite, a sincronicidade existe. 

E agora, que estou com 55.7 anos de renascido aqui, isso fica a cada dia mais forte, mais presente, mais sensacional.
Eis um exemplo: estou a passar por um ciclo anual profissional extremamente delicado.
Esse ciclo já se repete por pelo menos 10 anos, principalmente quando decidi desenvolver meu próprio ganha-pão, por meio de meu trabalho direto.
Ele atinge uma curva ascendente durante o segundo semestre e uma curva descendente no primeiro semestre.
Agora que, finalmente, me dei conta por completo dessa ciclicidade, começo a reverter e resolver isso e pretendo que seja de forma definitiva, para os próximos 55 anos ;-)
E sinto que assim será.
E alguns sinais já se fazem presente.
Eis que, em pleno domingo desse janeiro, com um verão à mil e bastante calor, enquanto investia meu valioso e merecido tempo em um "webrole" (passeio pela Internet), ao curtir e apreciar as redes sociais me detive numa mensagem de uma pessoa que admiro e que desenvolve um trabalho bem similar ao meu. Agradeci pelo seu post, pois veio em excelente momento... isso é sincronicidade!

Lá estava um título instigante, ao qual não resisti e fui até o blog indicado para apreciar.
É uma fabulosa leitura de Deus.
Tão fabulosa que estou a ler e reler, para absorver e sensibilizar-me.
E aqui, compartilho, para que você possa, também, realizar esse necessário exercício de conscientização.

O texto foi escrito por Baruch Spinoza (24/11/1632 a 21/02/1677).
Ele escreveu isso há mais de 337 anos!!!
Respire fundo três vezes... esteja confortavelmente sentado...
Boa leitura! 


Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu:
“Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! 
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. 
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. 
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí, é onde eu vivo e aí, expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar por tua vida miserável: eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. 
O sexo é um presente que eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. 
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. 
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho…, não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir.
Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? 
Pára de ter tanto medo de mim. 
Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. 
Eu sou puro amor. 
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.
Se eu te fiz, eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. 
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? 
Como posso te castigar por seres como és, se eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar todos os meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? 
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. 
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.


Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. 
Esta vida é a única coisa que há aqui e agora, e a única que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. 
Não há prêmios nem castigos. 
Não há pecados nem virtudes. 
Ninguém leva um placar. 
Ninguém leva um registro. 
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. 
Vive como se não o houvesse, como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. 
Assim, se não há nada, terás aproveitado a oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. 
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste?… O que aprendeste?…
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. 
Eu não quero que acredites em mim. 
Quero que me sintas em ti. 
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! 
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que eu seja? 
Me aborrece que me louvem. 
Me cansa que agradeçam. 
Tu te sentes grato? 
Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. 
Te sentes especial, apreciado?… Expressa tua alegria! 
Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. 
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações? 
Não me procures fora! 
Não me acharás. 
Procura-me dentro… Aí é que estou, batendo dentro de ti.
(Baruch Spinoza.)

Em sua homenagem, foi feito um busto, que se encontra em Haia, Holanda e onde, em 1882, foi dito:
"Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. 
Será punido como todas as almas vulgares são punidas — pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. 
Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus"

O retrato de Spinoza foi impresso nas antigas notas de 1000 florins dos Países Baixos, até a introdução do euro, em 2002.

Então... agora o que posso lhe dizer é:
- Siga em Paz!

Saiba mais sobre Baruch Spinoza: Wikipedia

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Espiralize-se... o Todo está dentro de você para resolver

Conforme caminhamos nessa jornada 3D pela Esfera Azul Celeste aprendemos a identificar sinais. 

Esses sinais, tanto interiores quanto exteriores possuem uma miraculosa sincronicidade.
A sincronia, quando atinge determinada carga de Energia (dinâmica e potencial entre muitas outras que nem temos ideia), fruto de nossa Mente_Espírito (interno_externo) faz com que essas Energias se transformem em realidade.
Realidade que é tanto física, portanto palpável, quanto etérica, portanto sensível, quanto holística, portanto unindo as anteriores e mais as fabulosas pluri-dimensionais.

Em determinado momento de minha Vida, uma das leituras que fiz desse caminhar 3D é que é como mover-se em uma espiral.

Conforme avançamos, vamos unindo cada ponto dessa espiral.
E cada um desses pontos surge com o simples ato de... respirar.

Com a presença do relativo tempo, pode-se sentir que esse pontos formam um traço, que vão se unindo, tomando forma, indicando por onde estivemos.
Todos esses traços passados formam uma espiral.
Uma espiral tridimensional.

Como isso pode nos afetar?

Afetará de duas formas: pontos completos e pontos incompletos.
Os pontos completos nos tornam melhores, descobrimos de forma fluída quem somos e o que fazemos.
Nos trazem auto-confiança, autoestima e estimulam positivamente nossa autoimagem.
E, sempre que algum fato desse se repete, como tivemos uma experiência positiva, avançamos sem temor.
E os pontos incompletos, como nos afetam?
Vai um exemplo vivido e que certamente também pode ter acontecido com você:
quando criança, você precisava encarar o escuro do corredor entre a sua cama e a de seus pais no meio da noite.

Quando esse fato surgiu pela primeira vez e você não teve coragem... pronto!
Criou-se um ponto incompleto em sua espiral.
O tempo passa e vez por outra esse acontecimento retornava.
E cada vez que você não encarava de frente esse medo, mais um ponto incompleto surgia.
Até que em determinado momento dessa caminhada você resolve enfrentar.
E quando você vai e enfrenta esse medo e chega ao seu destino procurado, supera esse medo e descobre que não era tudo isso.

Eureka!
Nesse instante, como que por milagre, todos os pontos incompletos desse fato, desde aquele primeiro, se completam, se fecham, se unem ao Todo.
E esses pontos estavam um abaixo do outro na sua espiral de Vida.
E assim, sua espiral ganha força.

Sinto que a Vida é isso.
Uma fabulosa, divina e miraculosa espiral.
E que o nosso maior desafio é superar esses pontos incompletos, para que exista fluidez, harmonia, satisfação, realização.

Energia em movimento.
Ainda possuo alguns pontos incompletos.
E sei que preciso enfrentá-los.
E que outros poderão surgir.
Mas sei também que, a cada novo dia, renascer para o desconhecido futuro já é uma vitória.
E isso me faz crer, que ao se tornar ciente e consciente desse caminhar espiralado, podemos tornar os pontos completos muito mais presentes.
E que ajudarão, quando novamente algum ponto incompleto surgir, a enfrentá-los com sabedoria, humildade e determinação.

Espiralize-se... o Todo está dentro de você para resolver.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Respirar: um ato a ser conscientizado para uma vida saudável _ o "Efeito Pranayama" _ Nanditha Prasad Ram

Ao ler o artigo abaixo, parei por alguns minutos para refletir.
Me lembrei quando fiz Yoga, lá pelos idos de 1975.
E como gostava das aulas, das posturas e dos exercícios de meditação e respiração.
Não perdia por nada desse mundo. 

Hoje, passados mais de 38 anos, confesso que surge uma mistura entre o foi bom parar e o deveria ter feito mais.
Explico: 
Naquele momento de minha vida, em fase adolescente, com todos os hormônios explodindo e muito afins de fazer tudo e não me mexer pra nada (conflitos naturais da idade) a Yoga trouxe vários e saudáveis benefícios, que carrego até hoje, mas também um malefício (bem particular) que foi me tornar alienado ou imune ao meio ambiente que vivia, à dura e árdua realidade... e isso só compreendi totalmente faz alguns anos, ainda bem!

Atualmente, busco compensar essa particular e perigosa desconexão com a realidade, enfrentando-a com cara, coragem, determinação e principalmente, consciência positiva e alerta.
Vai daí, que entre os novos caminhos que estou a estudar e desenvolver, sempre com foco no Ser Humano e sua sinergética relação com o Ser Ambiente (pois aqui e agora estamos) o artigo que você vai ler abaixo mostra que a Sabedoria Milenar mais uma vez se faz mestre junto à Ciência, com foco em outro tema que me apaixona: a Neurociência.

O artigo foi traduzido e resumido, para indicar os pontos que entendo serem de poderoso benefício para nós, Seres Humanos e portanto compostos de Corpo_Mente_Alma.
Boa leitura e muita vibração SYN! para você, hoje e sempre, de coração.

"Nós respiramos sem buscar um segundo pensamento e tornar esta função corporal particular uma garantia de vida.
No entanto, os cientistas estão agora a dizer que dar a cada respiração um pensamento realmente pode levar-nos a um lugar de profunda e duradoura felicidade e saúde. 

De acordo com a neurociência, o ato de respirar conscientemente nos traz excelentes vibrações:
_ Abre o caminho para a melhora da imunidade
_ Inibe a resposta de luta ou fuga ao stress
_ Induz um estado de relaxamento
_ Cria estabilidade emocional
_ Produz uma melhora cardiovascular e respiratória
_ Antídoto perfeito para a depressão
_ Ajuda na gestão de medicamentos livrando-nos de dor. 
Esta lista de efeitos não é de forma abrangente, é apenas a ponta do iceberg.

Pranayama: o que é e como funciona?

Pranayama é uma técnica de Yoga que coloca os controles para respirar de volta em suas próprias mãos. 
Literalmente, a palavra significa "EXTENSÃO DA FORÇA DA VIDA", e na prática você se envolve com as nuances da respiração. 
Esta técnica de Yoga especial e antigo muda a luz em nossos espaços escuros - os lugares em seu corpo-mente que você não ousaria visitar. 
O Pranayama trabalha no campo do sistema nervoso para melhorar muito a mecânica do mesmo, pois ele influencia o que a gente sempre entendia que era além do domínio de influência.

Pranayama tonifica o nervo vago e gerencia a ansiedade.

A respiração consciente estimula o sistema nervoso parassimpático através do nervo vago, que vai da base do cérebro, por todo o caminho até o abdômen. 
Ele é responsável por gerenciar as respostas do sistema nervoso e reduz a frequência cardíaca, entre outras.
O neurotransmissor acetilcolina é liberada pelo nervo vago e desempenha um papel fundamental no aumento da calma e foco. 
Portanto, quanto mais você estimula o nervo vago, mais acetilcolina libera, reduzindo diretamente os níveis de ansiedade. 
Adultos que apresentam níveis mais elevados de tônus ​​vagal também experimentam sentimentos elevados de conexão e emoções positivas, e este aumento amplifica ainda mais o tônus ​​vagal.

Pranayama controla a hipertensão e reduz a frequência cardíaca.

A prática constante da respiração consciente pode reduzir a pressão sanguínea e acalmar o coração. 
Este, por sua vez, dizem os cientistas, aumenta a vida útil dos vasos sanguíneos. 
A prática regular e de longo prazo de Pranayama pode ajudar na prevenção de doenças do sistema nervoso:
_ AVC _ acidente vascular cerebral
_ Dor de cabeça
_ Enxaqueca
_ Mal de Parkinson

Outra vantagem notável de Pranayama é que breca as células cinzentas de diminuir com a idade.
Ou seja, a sua capacidade de executar no seu melhor permanece relativamente intacta à medida que envelhecem e sua memória e foco também não sejam prejudicados no processo.
Uma interessante constatação científica sobre os benefícios do Pranayama é que a expressão de genes envolvidos na resposta ao estresse pode ser alterada de uma forma que pode, potencialmente, diminuir a reatividade do corpo-mente ao estresse. 
Isto irá automaticamente melhorar a função imunológica, atividade metabólica e secreção de insulina. 

Pranayama é um grande exemplo de como a matéria pode ser influenciada através do ato sutil de percepção ou observação objetiva. 

Toda a sua biologia pode ser influenciada por simplesmente tornar-se consciente da sua respiração e, em seguida, manipulá-lo, a fim de mover os controles do cérebro primitivo para o córtex pré-frontal - um efeito direto de infundir o fôlego com sua atenção consciente.  
Por exemplo, as emoções estão sob a autoridade jurisdicional do córtex pré-frontal, como fazem muitos outros aspectos mentais e emocionais do ser. 
Portanto, quando você alterar a sua consciência em torno de sua respiração, sua consciência é provocada para alterar o seu corpo-mente para melhor.

Autor: Nanditha Prasad Ram é um consumidor e da saúde jornalista e terapeuta holístico praticando cuja missão é informar, educar, capacitar e transformar.

Seu blog está disponível em http://www.bindumandalayoga.blogspot.in

Para saber mais, clique em:

Namaste, Axé, Amém, Syn!

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Utopia ou Possibilidade Real: Acordemos Seres Humanos de Gaia!!! _ Jose Pepe Mujica na ONU

Quando a humildade e a grandeza passam a nos orientar de dentro para fora, o imponderável e o impensável passam a acontecer... 
E vai tomando forma, transmutando as fronteiras de nossos Corpos e irradia como um nascer de um novo dia, onde a escuridão e a luz disputam o espaço tempo e sabemos que a luz vencera, apesar da batalha que nesse momento acontece.
Isso esta abaixo representado na forma de uma mensagem, que precisamos ler, reler, parar... pensar.... reler e absorver, para que nossos próximos passos sejam orientados por essa reluzente e sincera solicitação:

ONU setembro de 2013 Pepe Mujica Presidente do Uruguai 

"Amigos, sou do sul, venho do sul. Esquina do Atlântico e do Prata, meu país é uma planície suave, temperada, uma história de portos, couros, charque, lãs e carne. Houve décadas púrpuras, de lanças e cavalos, até que, por fim, no arrancar do século 20, passou a ser vanguarda no social, no Estado, no Ensino. Diria que a social-democracia foi inventada no Uruguai.

Durante quase 50 anos, o mundo nos viu como uma espécie de Suíça. Na realidade, na economia, fomos bastardos do império britânico e, quando ele sucumbiu, vivemos o amargo mel do fim de intercâmbios funestos, e ficamos estancados, sentindo falta do passado. 
Quase 50 anos recordando o Maracanã, nossa façanha esportiva. Hoje, ressurgimos no mundo globalizado, talvez aprendendo de nossa dor. Minha história pessoal, a de um rapaz — por que, uma vez, fui um rapaz — que, como outros, quis mudar seu tempo, seu mundo, o sonho de uma sociedade libertária e sem classes. Meus erros são, em parte, filhos de meu tempo. Obviamente, os assumo, mas há vezes que medito com nostalgia. 
Quem tivera a força de quando éramos capazes de abrigar tanta utopia! No entanto, não olho para trás, porque o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para cobrar contas ou para reverberar memórias. 
Me angustia, e como, o amanhã que não verei, e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma humanidade melhor, mas talvez, hoje, a primeira tarefa seja cuidar da vida. 
Mas sou do sul e venho do sul, a esta Assembleia, carrego inequivocamente os milhões de compatriotas pobres, nas cidades, nos desertos, nas selvas, nos pampas, nas depressões da América Latina pátria de todos que está se formando. 
Carrego as culturas originais esmagadas, com os restos de colonialismo nas Malvinas, com bloqueios inúteis a este jacaré sob o sol do Caribe que se chama Cuba. Carrego as consequências da vigilância eletrônica, que não faz outra coisa que não despertar desconfiança. Desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego uma gigantesca dívida social, com a necessidade de defender a Amazônia, os mares, nossos grandes rios na América. 
Carrego o dever de lutar por pátria para todos. 
Para que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz, e carrego o dever de lutar por tolerância, a tolerância é necessária para com aqueles que são diferentes, e com os que temos diferenças e discrepâncias. Não se precisa de tolerância com aqueles com quem estamos de acordo. 
A tolerância é o fundamento de poder conviver em paz, e entendendo que, no mundo, somos diferentes. 
O combate à economia suja, ao narcotráfico, ao roubo, à fraude e à corrupção, pragas contemporâneas, procriadas por esse antivalor, esse que sustenta que somos felizes se enriquecemos, seja como seja. Sacrificamos os velhos deuses imateriais. Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de felicidade. 
Parece que nascemos apenas para consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza e até autoexclusão. 
O certo, hoje, é que, para gastar e enterrar os detritos nisso que se chama pela ciência de poeira de carbono, se aspirarmos nesta humanidade a consumir como um americano médio, seriam imprescindíveis três planetas para poder viver. 
Nossa civilização montou um desafio mentiroso e, assim como vamos, não é possível satisfazer esse sentido de esbanjamento que se deu à vida. Isso se massifica como uma cultura de nossa época, sempre dirigida pela acumulação e pelo mercado. 
Prometemos uma vida de esbanjamento, e, no fundo, constitui uma conta regressiva contra a natureza, contra a humanidade no futuro. Civilização contra a simplicidade, contra a sobriedade, contra todos os ciclos naturais. 
O pior: civilização contra a liberdade que supõe ter tempo para viver as relações humanas, as únicas que transcendem: o amor, a amizade, aventura, solidariedade, família. 
Civilização contra tempo livre que não é pago, que não se pode comprar, e que nos permite contemplar e esquadrinhar o cenário da natureza. 
Arrasamos a selva, as selvas verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque somos felizes longe da convivência humana. 
Cabe se fazer esta pergunta, ouvimos da biologia que defende a vida pela vida, como causa superior, e a suplantamos com o consumismo funcional à acumulação. 
A política, eterna mãe do acontecer humano, ficou limitada à economia e ao mercado. De salto em salto, a política não pode mais que se perpetuar, e, como tal, delegou o poder, e se entretém, aturdida, lutando pelo governo. Debochada marcha de historieta humana, comprando e vendendo tudo, e inovando para poder negociar de alguma forma o que é inegociável. Há marketing para tudo, para os cemitérios, os serviços fúnebres, as maternidades, para pais, para mães, passando pelas secretárias, pelos automóveis e pelas férias. Tudo, tudo é negócio. 
Todavia, as campanhas de marketing caem deliberadamente sobre as crianças, e sua psicologia para influir sobre os adultos e ter, assim, um território assegurado no futuro. Sobram provas de essas tecnologias bastante abomináveis que, por vezes, conduzem a frustrações e mais. 
O homenzinho médio de nossas grandes cidades perambula entre os bancos e o tédio rotineiro dos escritórios, às vezes temperados com ar condicionado. Sempre sonha com as férias e com a liberdade, sempre sonha com pagar as contas, até que, um dia, o coração para, e adeus. Haverá outro soldado abocanhado pelas presas do mercado, assegurando a acumulação. A crise é a impotência, a impotência da política, incapaz de entender que a humanidade não escapa nem escapará do sentimento de nação. Sentimento que está quase incrustado em nosso código genético. 
Hoje é tempo de começar a talhar para preparar um mundo sem fronteiras. A economia globalizada não tem mais condução que o interesse privado, de muitos poucos, e cada Estado Nacional mira sua estabilidade continuísta, e hoje a grande tarefa para nossos povos, em minha humilde visão, é o todo. 
Como se isto fosse pouco, o capitalismo produtivo, francamente produtivo, está meio prisioneiro na caixa dos grandes bancos. No fundo, são o vértice do poder mundial. Mais claro, cremos que o mundo requer a gritos regras globais que respeitem os avanços da ciência, que abunda. Mas não é a ciência que governa o mundo. Se precisa, por exemplo, uma larga agenda de definições, quantas horas de trabalho e toda a terra, como convergem as moedas, como se financia a luta global pela água e contra os desertos. 
Como se recicla e se pressiona contra o aquecimento global. Quais são os limites de cada grande questão humana. Seria imperioso conseguir consenso planetário para desatar a solidariedade com os mais oprimidos, castigar impositivamente o esbanjamento e a especulação. Mobilizar as grandes economias não para criar descartáveis com obsolescência calculada, mas bens úteis, sem fidelidade, para ajudar a levantar os pobres do mundo. Bens úteis contra a pobreza mundial. Mil vezes mais rentável que fazer guerras. Virar um neo-keynesianismo útil, de escala planetária, para abolir as vergonhas mais flagrantes deste mundo. 
Talvez nosso mundo necessite menos de organismos mundiais, desses que organizam fórums e conferências, que servem muito às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e, no melhor dos casos, não reúne ninguém e transforma em decisões… 
Precisamos sim mascar muito o velho e o eterno da vida humana junto da ciência, essa ciência que se empenha pela humanidade não para enriquecer; com eles, com os homens de ciência da mão, primeiros conselheiros da humanidade, estabelecer acordos para o mundo inteiro. Nem os Estados nacionais grandes, nem as transnacionais e muito menos o sistema financeiro deveriam governar o mundo humano. Sim, a alta política entrelaçada com a sabedoria científica, ali está a fonte. Essa ciência que não apetece o lucro, mas que mira o por vir e nos diz coisas que não escutamos. Quantos anos faz que nos disseram coisas que não entendemos? Creio que se deve convocar a inteligência ao comando da nave acima da terra, coisas assim e coisas que não posso desenvolver nos parecem impossíveis, mas requeririam que o determinante fosse a vida, não a acumulação. 
Obviamente, não somos tão iludidos, nada disso acontecerá, nem coisas parecidas. Nos restam muitos sacrifícios inúteis daqui para diante, muitos remendos de consciência sem enfrentar as causas. Hoje, o mundo é incapaz de criar regras planetárias para a globalização e isso é pela enfraquecimento da alta política, isso que se ocupa de todo. Por último, vamos assistir ao refúgio de acordos mais ou menos “reclamáveis”, que vão plantear um comércio interno livre, mas que, no fundo, terminarão construindo parapeitos protecionistas, supranacionais em algumas regiões do planeta. A sua vez, crescerão ramos industriais importantes e serviços, todos dedicados a salvar e a melhorar o meio ambiente. Assim vamos nos consolar por um tempo, estaremos entretidos e, naturalmente, continuará a parecer que a acumulação é boa, para a alegria do sistema financeiro.
Continuarão as guerras e, portanto, os fanatismos, até que, talvez, a mesma natureza faça um chamado à ordem e torne inviáveis nossas civilizações. Talvez nossa visão seja demasiado crua, sem piedade, e vemos ao homem como uma criatura única, a única que há acima da terra capaz de ir contra sua própria espécie. Volto a repetir, porque alguns chamam a crise ecológica do planeta de consequência do triunfo avassalador da ambição humana. Esse é nosso triunfo e também nossa derrota, porque temos impotência política de nos enquadrarmos em uma nova época. E temos contribuído para sua construção sem nos dar conta. 
Por que digo isto? São dados, nada mais. O certo é que a população quadruplicou e o PIB cresceu pelo menos vinte vezes no último século. Desde 1990, aproximadamente a cada seis anos o comércio mundial duplica. Poderíamos seguir anotando dados que estabelecem a marcha da globalização. O que está acontecendo conosco? Entramos em outra época aceleradamente, mas com políticos, enfeites culturais, partidos e jovens, todos velhos ante a pavorosa acumulação de mudanças que nem sequer podemos registrar. Não podemos manejar a globalização porque nosso pensamento não é global. Não sabemos se é uma limitação cultural ou se estamos chegando a nossos limites biológicos. 
Nossa época é portentosamente revolucionária como não conheceu a história da humanidade. Mas não tem condução consciente, ou ao menos condução simplesmente instintiva. Muito menos, todavia, condução política organizada, porque nem se quer tivemos filosofia precursora ante a velocidade das mudanças que se acumularam. 
A cobiça, tão negativa e tão motor da história, essa que impulsionou o progresso material técnico e científico, que fez o que é nossa época e nosso tempo e um fenomenal avanço em muitas frentes, paradoxalmente, essa mesma ferramenta, a cobiça que nos impulsionou a domesticar a ciência e transformá-la em tecnologia nos precipita a um abismo nebuloso. A uma história que não conhecemos, a uma época sem história, e estamos ficando sem olhos nem inteligência coletiva para seguir colonizando e para continuar nos transformando. 
Porque se há uma característica deste bichinho humano é a de que é um conquistador antropológico. 
Parece que as coisas tomam autonomia e essas coisas subjugam os homens. De um lado a outro, sobram ativos para vislumbrar tudo isso e para vislumbrar o rombo. Mas é impossível para nós coletivizar decisões globais por esse todo. A cobiça individual triunfou grandemente sobre a cobiça superior da espécie. Aclaremos: o que é “tudo”, essa palavra simples, menos opinável e mais evidente? Em nosso Ocidente, particularmente, porque daqui viemos, embora tenhamos vindo do sul, as repúblicas que nasceram para afirmas que os homens são iguais, que ninguém é mais que ninguém, que os governos deveriam representar o bem comum, a justiça e a igualdade. Muitas vezes, as repúblicas se deformam e caem no esquecimento da gente que anda pelas ruas, do povo comum. 
Não foram as repúblicas criadas para vegetar, mas ao contrário, para serem um grito na história, para fazer funcionais as vidas dos próprios povos e, por tanto, as repúblicas que devem às maiorias e devem lutar pela promoção das maiorias. 
Seja o que for, por reminiscências feudais que estão em nossa cultura, por classismo dominador, talvez pela cultura consumista que rodeia a todos, as repúblicas frequentemente em suas direções adotam um viver diário que exclui, que se distância do homem da rua. 
Esse homem da rua deveria ser a causa central da luta política na vida das repúblicas. Os governos republicanos deveriam se parecer cada vez mais com seus respectivos povos na forma de viver e na forma de se comprometer com a vida. 
A verdade é que cultivamos arcaísmos feudais, cortesias consentidas, fazemos diferenciações hierárquicas que, no fundo, amassam o que têm de melhor as repúblicas: que ninguém é mais que ninguém. O jogo desse e de outros fatores nos retém na pré-história. E, hoje, é impossível renunciar à guerra quando a política fracassa. Assim, se estrangula a economia, esbanjamos recursos. 
Ouçam bem, queridos amigos: em cada minuto no mundo se gastam US$ 2 milhões em ações militares nesta terra. Dois milhões de dólares por minuto em inteligência militar!! Em investigação médica, de todas as enfermidades que avançaram enormemente, cuja cura dá às pessoas uns anos a mais de vida, a investigação cobre apenas a quinta parte da investigação militar. 
Este processo, do qual não podemos sair, é cego. Assegura ódio e fanatismo, desconfiança, fonte de novas guerras e, isso também, esbanjamento de fortunas. Eu sei que é muito fácil, poeticamente, autocriticarmo-nos pessoalmente. E creio que seria uma inocência neste mundo plantear que há recursos para economizar e gastar em outras coisas úteis. Isso seria possível, novamente, se fôssemos capazes de exercitar acordos mundiais e prevenções mundiais de políticas planetárias que nos garantissem a paz e que a dessem para os mais fracos, garantia que não temos. Aí haveria enormes recursos para deslocar e solucionar as maiores vergonhas que pairam sobre a Terra. Mas basta uma pergunta: nesta humanidade, hoje, onde se iria sem a existência dessas garantias planetárias? Então cada qual esconde armas de acordo com sua magnitude, e aqui estamos, porque não podemos raciocinar como espécie, apenas como indivíduos. 
As instituições mundiais, particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder. 
Bloqueiam esta ONU que foi criada com uma esperança e como um sonho de paz para a humanidade. Mas, pior ainda, desarraigam-na da democracia no sentido planetário porque não somos iguais. Não podemos ser iguais nesse mundo onde há mais fortes e mais fracos. Portanto, é uma democracia ferida e está cerceando a história de um possível acordo mundial de paz, militante, combativo e verdadeiramente existente. E, então, remendamos doenças ali onde há eclosão, tudo como agrada a algumas das grandes potências. Os demais olham de longe. Não existimos. 
Amigos, creio que é muito difícil inventar uma força pior que nacionalismo chovinista das grandes potências. A força é que liberta os fracos. O nacionalismo, tão pai dos processos de descolonização, formidável para os fracos, se transforma em uma ferramenta opressora nas mãos dos fortes e, nos últimos 200 anos, tivemos exemplos disso por toda a parte. 
A ONU, nossa ONU, enlanguece, se burocratiza por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento e, sobretudo, de democracia para o mundo mais fraco que constitui a maioria esmagadora do planeta. Mostro um pequeno exemplo, pequenino. Nosso pequeno país tem, em termos absolutos, a maior quantidade de soldados em missões de paz em todos os países da América Latina. E ali estamos, onde nos pedem que estejamos. Mas somos pequenos, fracos. Onde se repartem os recursos e se tomam as decisões, não entramos nem para servir o café. No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem, enquanto viver em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir. 
Até que o homem não saia dessa pré-história e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa, essa é a larga marcha e o desafio que temos daqui adiante. E o dizemos com conhecimento de causa. Conhecemos a solidão da guerra. No entanto, esses sonhos, esses desafios que estão no horizonte implicam lutar por uma agenda de acordos mundiais que comecem a governar nossa história e superar, passo a passo, as ameaças à vida. A espécie como tal deveria ter um governo para a humanidade que superasse o individualismo e primasse por recriar cabeças políticas que acudam ao caminho da ciência, e não apenas aos interesses imediatos que nos governam e nos afogam. 
Paralelamente, devemos entender que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa civilização. 
Há poucos dias, fizeram na Califórnia, em um corpo de bombeiros, uma homenagem a uma lâmpada elétrica que está acesa há cem anos. Cem anos que está acesa, amigo! Quantos milhões de dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as pessoas comprem, comprem, comprem e comprem. 
Mas esta globalização de olhar para todo o planeta e para toda a vida significa uma mudança cultural brutal. É o que nos requer a história. Toda a base material mudou e cambaleou, e os homens, com nossa cultura, permanecem como se não houvesse acontecido nada e, em vez de governarem a civilização, deixam que ela nos governe. Há mais de 20 anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde. 
O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética.
Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nos mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização em que fomos desenvolvendo. 
Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos na causa profundas, na civilização do esbanjamento, na civilização do usa-tira que rouba tempo mal gasto de vida humana, esbanjando questões inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie é nosso “nós”. 
Obrigado."  
Jose Pepe Mujica el Presidente de La Republica Oriental Del Uruguay




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